Não fomos criados apenas para esta vida transitória e passageira
Você já percebeu que o mundo está dominado pelo consumismo, pela vaidade do corpo, pelo amor à vanglória e pela busca do prazer (hedonismo). O importante hoje é a "cultura do corpo", não mais a do espírito; e esta inversão pôs o homem de cabeça para baixo. Por isso ele está desnorteado, sem norte. As academias de ginástica, os salões de beleza e os consultórios dos cirurgiões plásticos se multiplicam a cada dia, mas os homens e as mulheres continuam infelizes. Falta-lhes algo invisível... A indústria de cosméticos é uma das que mais faturam em todo o mundo.
O valor maior da pessoa humana é o espírito, a alma criada à imagem do Criador; depois vem o corpo, a bela morada da alma. Se o corpo pesa sobre o espírito, este agoniza e o homem fica aniquilado, frustrado, vazio. Se você bater num tambor cheio d'água, ele não fará barulho; mas se você bater num tambor vazio, vai fazer um barulhão.
Os homens também são assim, fazem muito barulho quando estão vazios... Se a hierarquia de valores for invertida, a grandeza do homem fica comprometida. Quando você permite que as paixões do corpo sufoquem o espírito, não há mais homem ou uma mulher em você, mas uma "caricatura" de homem ou de mulher.
O homem do século XX dominou a matéria e a tecnologia, mas lamentavelmente está de cabeça para baixo. É por isso que vimos a matança de dez milhões de irmãos na Primeira Guerra Mundial, o extermínio de cinquenta milhões na Segunda e de mais de cem milhões de vítimas do comunismo na União Soviética e na China.
Além disso, jovem, saiba de uma realidade muito triste: neste século das maravilhas da tecnologia, não houve um dia sequer sem que houvesse, em algum lugar do planeta, uma guerra. Em nenhum dia deste século XX, que há pouco terminou, a humanidade conheceu cem por cento o gosto da paz!
Não é à toa, caro jovem, que a nossa geração é a que mais consome antidepressivos e remédios para dormir e necessita cada vez mais de psicólogos e psiquiatras. Não é mais o corpo que está doente; é a alma. E quando o espírito adoece, toda a pessoa fica enferma.
A cultura do corpo, da glória e do prazer deixa um vazio; porque o homem só pode se satisfazer com aquilo que está acima dele; não com o que está abaixo.
O prazer, sobretudo, se é imoral, passa e deixa sabor de morte; a alegria, por outro lado, que é a satisfação do espírito, deixa gosto de vida.
Se você se frustrar no nível biológico, porque tem algum defeito físico, pode sublimar essa frustração e ser feliz se realizando num nível mais alto, o da cultura, o do saber.
Se você não pode se realizar no nível racional, pode se realizar no nível espiritual, que é o mais elevado, numa relação íntima com Deus. Mas se você desprezar o nível espiritual, não poderá se realizar porque acima deste não há outro no qual você possa buscar a compensação.
O grande poeta francês Exupèry dizia que "o essencial é invisível aos olhos". A razão é simples: tudo que é visível e material passa e acaba; o invisível, o espiritual, fica para sempre.
Você sabe que os todos os seres criados voltam ao seu nada, voltam ao pó da terra. Por quê? Porque a força que os mantém vivos está em cada um, mas não lhes pertence. O poder de ser uma rosa está na rosa, mas não é dela. Quando você vê uma bela flor murchar é como se ela estivesse lhe dizendo: "A beleza estava em mim, mas não me pertencia; Deus a tinha me emprestado". Da mesma forma, o poder de ser um cavalo está no cavalo, mas não é dele. Se fosse dele, jamais ele morreria. Ele foi criado por Alguém que o mantém vivo. Assim como quando uma bela artista envelhece, e surgem as rugas, ela está dizendo que a beleza estava nela, mas não era propriedade dela.
Deus disse a Moisés: "Eu Sou Aquele que Sou! Yahweh!" Isso quer dizer: Somente Deus é a fonte da vida, e todos os seres dependem d'Ele para existir. Se você ficar cultivando apenas o seu belo corpo e se esquecer de sua alma, amanhã estará amargurado, pois, do mesmo jeito que a rosa murchou, o seu corpo também envelhecerá; e isso é para todos, de maneira inexorável.
Por outro lado, quanto mais você viver, tanto mais a alma poderá se tornar bela e jovem, tanto mais o espírito poderá se renovar.São Paulo expressou muito bem esta mensagem cristã:
"É por isso que não desfalecemos. Ainda que exteriormente se desconjunte nosso homem exterior, nosso interior renova-se de dia para dia [...] Porque não miramos as coisas que se veem, mas sim as que não se veem. Pois as coisas que se veem são temporais e as que não se veem são eternas" (II Cor 4, 16-17).
Jovem, você não foi criado apenas para esta vida transitória e passageira, na qual tudo fica velho e se acaba. Você foi feito para a eternidade; para uma vida que nunca acaba.
O jovem fogoso que foi Santo Agostinho, um dia, chegou a esta conclusão: "De que vale viver bem, se não posso viver sempre?"Para você viver sempre, vai precisar cultivar a sua alma, muito mais do que o seu corpo.
Uma pergunta intrigante: Se você conhecesse uma mulher que está grávida, e já tem 8 filhos, dos quais 3 são surdos, 2 são cegos, um é retardado mental, e ela tem sífilis, recomendaria que ela fizesse um aborto? Se sua resposta foi "sim", você teria impedido de nascer e viver o grande gênio da música, o compositor alemão Ludwig van BEETHOVEN (1770-1824).
Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Tem um minuto pra mim?
Ontem fomos rezar o terço na casa da família do Gui (um anjinho que estamos em intercessão por sua enfermidade). Quando somos enviados a estes lugares me sinto em uma verdadeira batalha, onde não posso me abater, devo manter-me firme “guerreando” contra o inimigo e socorrendo aqueles que clamaram pela nossa ajuda e intercessão. Muitas vezes nosso humano fala mais alto, então choramos nos compadecemos e nos entristecemos junto da família, mas ontem Deus através deles me chamou a atenção para muitas coisas. Uma delas foi a nossa pressa. Nunca temos tempo pra Deus! Ele morreu na cruz por nós, pelos nossos pecados, pelos nossos erros e nós humanos, pequenos e miseráveis que somos muitas vezes não conseguimos dar nem as migalhas, pois não temos tempo. Percebo também que a sociedade consumista, egoísta e pobre de espírito não tem tempo pra mais nada. As pessoas hoje em dia andam como se fosse o último minuto de suas vidas, não dão mais valor à família, ao irmão, aos colegas de trabalho (que hoje não se pode mais ter relação de trabalho, pois quando não é assédio, é concorrência), aos necessitados e por ai vai a lista dos esquecidos por cada um de nós. Será que quando colocamos a cabeça em nosso travesseiro lembramos ao menos daquele que nos deu a vida? Aquele o qual jamais se esqueceria de preparar nosso caminho, nosso alimento, nosso viver, nossa família.
Ontem, mesmo em meio a tristeza daquela família que luta pela vida, pude perceber a ação de Nosso Senhor Jesus Cristo! Deus está agindo naquela casa de uma forma especial.
O Guilherme tem 8 anos e está com câncer no sistema linfático e desde Julho/2010 está internado e tem oscilações em sua saúde, já foi por muitas vezes desenganado pelos médicos, mas o Gui tem sido nossa força, pois mesmo com toda debilitação, ele tem nos ensinado a intimidade com Deus, o poder da oração, a fé, a força que devemos ter na vida. Ele tem sido instrumento de Deus, servo fiel. E foi através da enfermidade do Gui que sua família se uniu em oração e aprendeu que nossa instantaneidade não nos leva a lugar algum, pois na pressa caminhamos sem Deus! O quanto é difícil dedicarmos 1 minuto pra Deus, mas como é fácil sentarmos enfrente ao inferno que é a televisão e perdermos horas assistindo qualquer besteira que estiver ali. O quanto é difícil dedicarmos meia horinha de nosso dia e rezarmos o santo terço, um mistério que seja, como é difícil! Como é difícil ao amanhecer consagrarmos o nosso dia ao Espírito Santo, pedindo forças, discernimento. Difícil pedir em menos de 30 segundos que Nossa Senhora passe a frente de tudo o que for me acontecer ao longo do dia. Como é difícil pedir que Deus seja o Senhor de nossas vidas! É difícil, pois nunca temos 1 minuto! Certa vez um pregador no grupo de oração nos pediu que fizéssemos essa experiência de dedicar 1 minuto pra Deus, em silêncio, em total intimidade. O minuto se torna 1 hora, pois na nossa agitação, silenciar fica muito difícil. Falo por mim, que sou ansiosa demais, estou em constante agitação, balançando as pernas, pensando em mil coisas ao mesmo tempo e sei a dificuldade que encontro em dedicar-me mais a Deus, pois o MUITO que Ele faz por mim, não consigo corresponder, pois ainda me dou muito pouco. Que você possa revisar isso em sua vida, enquanto há tempo, pois essa família hoje vê que devemos todos os dias buscar o Deus da Cura e não a Cura de Deus. Devemos todos os dias estar em comunhão com Cristo Jesus. Devemos ser conduzidos pelo Espírito Santo, nos abandonar nos braços da mãe, que nunca desampara, sou prova disso! Nossa Senhora nunca deixou de me ouvir, nunca me negou seu abraço, seu carinho materno. Recorra a Deus todos os dias e nas situações mais difíceis renda-lhe LOUVORES e GLÓRIA, pois nada é para nosso mal, Deus é um Deus de amor e tudo concorre para nosso amadurecimento, fortalecimento espiritual e edificação. Só assim conseguiremos combater o bom combate de fé.
Ontem, mesmo em meio a tristeza daquela família que luta pela vida, pude perceber a ação de Nosso Senhor Jesus Cristo! Deus está agindo naquela casa de uma forma especial.
O Guilherme tem 8 anos e está com câncer no sistema linfático e desde Julho/2010 está internado e tem oscilações em sua saúde, já foi por muitas vezes desenganado pelos médicos, mas o Gui tem sido nossa força, pois mesmo com toda debilitação, ele tem nos ensinado a intimidade com Deus, o poder da oração, a fé, a força que devemos ter na vida. Ele tem sido instrumento de Deus, servo fiel. E foi através da enfermidade do Gui que sua família se uniu em oração e aprendeu que nossa instantaneidade não nos leva a lugar algum, pois na pressa caminhamos sem Deus! O quanto é difícil dedicarmos 1 minuto pra Deus, mas como é fácil sentarmos enfrente ao inferno que é a televisão e perdermos horas assistindo qualquer besteira que estiver ali. O quanto é difícil dedicarmos meia horinha de nosso dia e rezarmos o santo terço, um mistério que seja, como é difícil! Como é difícil ao amanhecer consagrarmos o nosso dia ao Espírito Santo, pedindo forças, discernimento. Difícil pedir em menos de 30 segundos que Nossa Senhora passe a frente de tudo o que for me acontecer ao longo do dia. Como é difícil pedir que Deus seja o Senhor de nossas vidas! É difícil, pois nunca temos 1 minuto! Certa vez um pregador no grupo de oração nos pediu que fizéssemos essa experiência de dedicar 1 minuto pra Deus, em silêncio, em total intimidade. O minuto se torna 1 hora, pois na nossa agitação, silenciar fica muito difícil. Falo por mim, que sou ansiosa demais, estou em constante agitação, balançando as pernas, pensando em mil coisas ao mesmo tempo e sei a dificuldade que encontro em dedicar-me mais a Deus, pois o MUITO que Ele faz por mim, não consigo corresponder, pois ainda me dou muito pouco. Que você possa revisar isso em sua vida, enquanto há tempo, pois essa família hoje vê que devemos todos os dias buscar o Deus da Cura e não a Cura de Deus. Devemos todos os dias estar em comunhão com Cristo Jesus. Devemos ser conduzidos pelo Espírito Santo, nos abandonar nos braços da mãe, que nunca desampara, sou prova disso! Nossa Senhora nunca deixou de me ouvir, nunca me negou seu abraço, seu carinho materno. Recorra a Deus todos os dias e nas situações mais difíceis renda-lhe LOUVORES e GLÓRIA, pois nada é para nosso mal, Deus é um Deus de amor e tudo concorre para nosso amadurecimento, fortalecimento espiritual e edificação. Só assim conseguiremos combater o bom combate de fé.
Paz e bem,
Aninha - Comunicação e Intercessão
Gui, nosso anjo.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
A grandeza da paciência
O que não podemos mudar, devemos aceitar

Os santos diziam que há dois tipos de martírio: o da morte pela espada; e o da morte pela paciência. A paciência é uma forma de martírio que vence todo sofrimento. Não há barreira espiritual que não caia pela força da paciência, a qual é fruto da fé, da humildade e do abandono da vida em Deus.
Foi pela paciência que a Igreja venceu todos os seus inimigos até hoje: o Império Romano, as heresias, as perseguições, o comunismo, o ateísmo, os pecados de seus filhos, entre outros.
Quando os nossos pecados e fraquezas nos assustam e nos desanimam é preciso ter paciência também conosco e aceitar a nossa dura realidade. Quando é difícil caminhar depressa, então, é preciso ter paciência e aceitar caminhar devagar. José e Maria salvaram o Menino Jesus das mãos de Herodes indo passo a passo até o Egito por um longo deserto de 500 km.
A paciência do cristão não é vazia nem significa imobilismo ou resignação mórbida; tampouco perda de tempo. Não. É a certeza de que tudo está nas mãos d’Aquele que tudo pode. "Um espírito paciente vale mais que um espírito orgulhoso. Não cedas prontamente ao espírito de irritação; é no coração dos insensatos que reside a irritação" (Ecle 7,8b-9).
O que não pudermos mudar em nós ou nos outros, deveremos aceitar com paciência, até que Deus disponha as coisas de outro modo. Ninguém perde por esperar!
Maria, nossa Mãe, é a mulher da paciência. Sempre soube esperar o desígnio de Deus se cumprir, sem se afobar, sem gritar, sem reclamar... A paciência é amiga do silêncio e da fé. É a paciência que nos levará para o céu!
"Meu filho, se entrares para o serviço de Deus (...) prepara a tua alma para a provação; humilha teu coração, espera com paciência (...) não te perturbes no tempo da infelicidade, sofre as demoras de Deus; dedica-te a Deus, espera com paciência" (Eclo 2,1-3).
"Aceita tudo o que te acontecer; na dor, permanece firme; na humilhação, tem paciência. Pois é pelo fogo que se experimentam o ouro e a prata, e os homens agradáveis a Deus, pelo cadinho da humilhação" (idem 4-6).
Muitas vezes, a vontade de Deus permite que as cruzes nos atinjam; curvemos a cabeça com humildade e paciência. Muitos estão prontos para fazer a vontade de Deus no "Tabor da transfiguração", mas poucos no "Calvário da crucificação". Sejamos como Nossa Senhora, que disse o "sim" no momento da Encarnação de Nosso Senhor Jesus Cristo, mas o manteve na Apresentação d'Ele, na fuga para o Egito, no Pretório, na perseguição ao Senhor, no caminho do Calvário e também aos pés da sua cruz.
Beijar, agradecidos, esta mão invisível que, muitas vezes, permite que sejamos feridos, agrada a Deus e nos atrai as bênçãos do Céu.
Para meditar: Ensinamentos dos Santos Doutores:
Santo Afonso: “Neste vale de lágrimas não pode ter a paz interior senão quem recebe e abraça com amor os sofrimentos, tendo em vista agradar a Deus”. Segundo ele “essa é a condição a que estamos reduzidos em conseqüência da corrupção do pecado”.
São João Crisóstomo: “É melhor sofrer do que fazer milagres, já que aquele que faz milagres se torna devedor de Deus, mas no sofrimento Deus se torna devedor do homem”.
Santo Agostinho: “Quando se ama não se sofre, e se sofre, ama-se o sofrimento”.
“O martírio não depende da pena, mas da causa ou fim pelo qual se morre. Podemos ter a glória do martírio, sem derramar o nosso sangue, com a simples aceitação heróica da vontade de Deus”.
São Francisco de Sales: “As cruzes que encontramos pelas ruas são excelentes, e que mais o são ainda – e tanto mais quanto mais importunas – as que se nos deparam em casa”.
Santa Teresa D’Ávila ensina: “Nada te perturbe; nada te espante. Tudo passa. Só Deus não muda; a paciência tudo alcança. Quem a Deus tem nada lhe falta: Só Deus Basta!”.
Felipe Aquino
Os santos diziam que há dois tipos de martírio: o da morte pela espada; e o da morte pela paciência. A paciência é uma forma de martírio que vence todo sofrimento. Não há barreira espiritual que não caia pela força da paciência, a qual é fruto da fé, da humildade e do abandono da vida em Deus.
Foi pela paciência que a Igreja venceu todos os seus inimigos até hoje: o Império Romano, as heresias, as perseguições, o comunismo, o ateísmo, os pecados de seus filhos, entre outros.
Quando os nossos pecados e fraquezas nos assustam e nos desanimam é preciso ter paciência também conosco e aceitar a nossa dura realidade. Quando é difícil caminhar depressa, então, é preciso ter paciência e aceitar caminhar devagar. José e Maria salvaram o Menino Jesus das mãos de Herodes indo passo a passo até o Egito por um longo deserto de 500 km.
A paciência do cristão não é vazia nem significa imobilismo ou resignação mórbida; tampouco perda de tempo. Não. É a certeza de que tudo está nas mãos d’Aquele que tudo pode. "Um espírito paciente vale mais que um espírito orgulhoso. Não cedas prontamente ao espírito de irritação; é no coração dos insensatos que reside a irritação" (Ecle 7,8b-9).
O que não pudermos mudar em nós ou nos outros, deveremos aceitar com paciência, até que Deus disponha as coisas de outro modo. Ninguém perde por esperar!
Maria, nossa Mãe, é a mulher da paciência. Sempre soube esperar o desígnio de Deus se cumprir, sem se afobar, sem gritar, sem reclamar... A paciência é amiga do silêncio e da fé. É a paciência que nos levará para o céu!
"Meu filho, se entrares para o serviço de Deus (...) prepara a tua alma para a provação; humilha teu coração, espera com paciência (...) não te perturbes no tempo da infelicidade, sofre as demoras de Deus; dedica-te a Deus, espera com paciência" (Eclo 2,1-3).
"Aceita tudo o que te acontecer; na dor, permanece firme; na humilhação, tem paciência. Pois é pelo fogo que se experimentam o ouro e a prata, e os homens agradáveis a Deus, pelo cadinho da humilhação" (idem 4-6).
Muitas vezes, a vontade de Deus permite que as cruzes nos atinjam; curvemos a cabeça com humildade e paciência. Muitos estão prontos para fazer a vontade de Deus no "Tabor da transfiguração", mas poucos no "Calvário da crucificação". Sejamos como Nossa Senhora, que disse o "sim" no momento da Encarnação de Nosso Senhor Jesus Cristo, mas o manteve na Apresentação d'Ele, na fuga para o Egito, no Pretório, na perseguição ao Senhor, no caminho do Calvário e também aos pés da sua cruz.
Beijar, agradecidos, esta mão invisível que, muitas vezes, permite que sejamos feridos, agrada a Deus e nos atrai as bênçãos do Céu.
Para meditar: Ensinamentos dos Santos Doutores:
Santo Afonso: “Neste vale de lágrimas não pode ter a paz interior senão quem recebe e abraça com amor os sofrimentos, tendo em vista agradar a Deus”. Segundo ele “essa é a condição a que estamos reduzidos em conseqüência da corrupção do pecado”.
São João Crisóstomo: “É melhor sofrer do que fazer milagres, já que aquele que faz milagres se torna devedor de Deus, mas no sofrimento Deus se torna devedor do homem”.
Santo Agostinho: “Quando se ama não se sofre, e se sofre, ama-se o sofrimento”.
“O martírio não depende da pena, mas da causa ou fim pelo qual se morre. Podemos ter a glória do martírio, sem derramar o nosso sangue, com a simples aceitação heróica da vontade de Deus”.
São Francisco de Sales: “As cruzes que encontramos pelas ruas são excelentes, e que mais o são ainda – e tanto mais quanto mais importunas – as que se nos deparam em casa”.
Santa Teresa D’Ávila ensina: “Nada te perturbe; nada te espante. Tudo passa. Só Deus não muda; a paciência tudo alcança. Quem a Deus tem nada lhe falta: Só Deus Basta!”.
Felipe Aquino
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
O inimigo de Deus não quer que você reze!
Preste atenção: quando fazemos nossa oração ou estudo bíblico, anjos e santos se colocam em comunhão conosco por desejarem muito que se concretize o “assim na Terra como no Céu”. Mas nessa hora o mal entra em ação também. Ele não quer que você reze. Não quer que você entre em contato direto com Deus. É por isso que, muitas vezes, você se sente pesado e com dificuldade de se concentrar.Se você não está no “mundo espiritual de Deus”, acaba sendo vítima fácil do “mundo sobrenatural do inimigo de Deus”, que também nos rodeia sem que possamos perceber. Não seja ingênuo! O maligno quer acabar com quem é de Cristo, com quem está repleto do Espírito Santo. Mas não é para você se esconder ou ficar com medo! Maria está com você; os anjos e os santos também. “Não temas!”
Deus abençoe você!
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Deus é um pai que nos educa
Há ervas daninhas em nossa alma que podem matá-la
Deus é nosso Pai, mas não é paternalista, isto é, Ele nos corrige quando é necessário a fim de chegarmos à perfeição que deseja para nós. A Carta aos Hebreus explica isso muito bem:
"Filho meu, não desprezes a correção do Senhor. Não desanimes, quando repreendido por ele; pois o Senhor corrige a quem ama e castiga todo aquele que reconhece por seu filho (Pr 3,18)" (Hb 12, 5-6).
"Estais sendo provados para a vossa correção: e Deus que vos traia como filhos [...] se permanecêsseis sem a correção que é comum a todos, serieis bastardos e não filhos legítimos" (Hb 12,7-8).
Quer dizer, aos olhos da fé, as provações desta vida são usadas como parte da pedagogia paterna de Deus em relação a nós, Seus filhos. "Feliz o homem a quem ensinais, Senhor" (Sl 93,12). "Bem-aventurado o homem a quem Deus corrige!" (Jó 5,17).
E o apóstolo foi fundo nessa questão: "Deus nos educa para o aproveitamento, a fim de nos comunicar a Sua santidade" (Hb 12,10).
Pelas provações, o Senhor quer fazer-nos santos. É por isso que a provação é penosa para nós. Mas, disse o apóstolo: "É verdade que toda correção parece, de momento, antes motivo de pesar que de alegria. Mais tarde, porém, granjeia aos que por ela se exercitaram o melhor fruto de justiça e de paz" (Hb 12,11).
Esta é a recompensa da educação paterna de Deus: paz, justiça e santidade. E São Paulo nos alerta dizendo: "Tenho para mim que os sofrimentos da presente vida não têm proporção alguma com a glória futura que nos deve ser manifestada" (Rm 8,18). Portanto, não nos assustemos com o sofrimento de cada dia. É por isso que Jesus nos disse: "Tome cada dia a sua cruz, e siga-me" (Lc 9,23).
Há "ervas daninhas" em nossa alma que podem matá-la. Deus Pai não pode permitir isso, muitas vezes, Ele tem até de "cortar um galho da árvore" para não permitir que a "erva má" tome conta da "planta" e a mate. O Senhor faz isso conosco também, porque nos ama. Ou será que você que é pai e mãe nunca levou um filhinho para tomar uma dolorosa injeção? Você duvida que o fez por amor? A mesmíssima coisa o Todo-poderoso faz conosco; algumas vezes, Ele nos leva para tomar uma dolorosa e curativa “injeção”.
Não reclame, agradeça, porque você não é mais criança! Diga como Santo Agostinho: "Corta Médico divino, corta fundo, desde que minha alma não morra!"
O Criador nos ama e por isso nos educa por meio das provações da vida, as quais, segundo São Tiago, produzem em nós "uma obra perfeita" (cf. Tg 1,4). Assim o Senhor destrói em nós os ídolos que querem tomar o Seu lugar em nosso coração, o qual pertence a Ele. Ele age dessa forma conosco porque somos filhos legítimos d'Ele e não bastardos.
Quanto mais temporais e tempestades o carvalho enfrenta, tanto mais forte ele fica! Suas raízes naturalmente se aprofundam mais na terra e seu caule se torna mais robusto, sendo impossível uma tempestade arrancá-lo do solo ou derrubá-lo!
O padre Leonel França diz que "quem se decidiu a sofrer resolveu o problema de sua santificação". Para nos educar e quebrar em nós os ídolos falsos e os maus impulsos, o Todo-poderoso sabe usar as provações da vida. Depois que o pecado entrou no mundo, os sofrimentos desta vida fazem parte da pedagogia paterna de Deus para nos salvar.
O salmista entendia isso: "Feliz o homem a quem ensinais, Senhor" (Sl 93,12a). Muitas vezes, o Senhor entra em uma vida por meio de um reumatismo, de uma cegueira, de uma pneumonia, um câncer, uma perna amputada... Nada disso é bom e deve ser evitado, mas Deus Pai sabe usar desses males para o nosso bem.
Musset afirma que "o homem é o aprendiz; a dor, o mestre, e nada se conhece bem quando não se sofreu".
Felipe Aquino - Canção Nova
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Em tudo dai graças!
Esta semana, li no blog da Luzia Santiago, comunidade Canção Nova, sobre darmos graças mesmo nas adversidades, praticarmos este exercício em nossa vida. Aliás, tenho ouvido muito sobre isso! Na semana passada no grupo de oração Nossa Senhora do Cenáculo, o Anderson (coordenador do grupo), nos pedia que fossemos glorificando a Deus por tudo de errado que estava em nossa vida: “Obrigada Senhor pelo pai embriagado, pelo divórcio de meus pais, pela morte de um irmão, pelo familiar nas drogas, pela falta de emprego, pelo câncer ...” fomos agradecendo pelas situações mais adversas e impossíveis, aos olhos humanos, de serem glorificadas. Pude perceber que conforme eu ia louvando por aquelas situações, um grande alivio vinha ao meu coração, quando abri meus olhos, vi que as pessoas ao meu lado louvavam a Deus, maravilhadas, algumas choravam e sorriam ao mesmo tempo, estavam dando graças por suas quedas, pois na verdade são através delas que chegamos mais perto de Deus. Às vezes, não nos damos conta do quanto reclamamos de nossa vida. Claro, muitas vezes é difícil ver a esperança, é difícil louvar na dor da morte, na dor de uma enfermidade, de uma traição. Mas onde está a nossa fé? Quem é o nosso Deus? Quem é nosso bem maior? Disse Jesus à Pedro: “Homem de pouca fé, por que duvidaste?” (Mt 14, 31). Por que insistimos em duvidar dos planos de Deus? Ou alguém lhe disse que seria fácil seguir a Jesus Cristo? “Aquele que tentar salvar a sua vida, perdê-la-á. Aquele que a perder, por minha causa, reencontrá-la-á.” (Mt 10, 39). É promessa de Deus para nós! Não nos deixemos abater por coisa alguma! Em tudo daí graças, ainda que as possibilidades pareçam ter se esgotado, rendei louvores ao Senhor. Peça hoje a Ele um novo ânimo. Louve a Deus por tudo o que lhe acontecer. Eu sou prova disso, dias atrás ACORDEI com dor de cabeça e desde o momento em que abri os olhos e me dei conta dela, comecei a louvar a Deus por aquela dor, aquela cabeça, pela minha saúde, pelo dia maravilhoso que Ele havia me preparado e antes mesmo do meio dia, eu já não tinha mais dores.
Jesus, eu confio em vós.
Aninha
Jesus, eu confio em vós.
Aninha
quarta-feira, 21 de julho de 2010
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