quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Tem um minuto pra mim?

Ontem fomos rezar o terço na casa da família do Gui (um anjinho que estamos em intercessão por sua enfermidade). Quando somos enviados a estes lugares me sinto em uma verdadeira batalha, onde não posso me abater, devo manter-me firme “guerreando” contra o inimigo e socorrendo aqueles que clamaram pela nossa ajuda e intercessão. Muitas vezes nosso humano fala mais alto, então choramos nos compadecemos e nos entristecemos junto da família, mas ontem Deus através deles me chamou a atenção para muitas coisas. Uma delas foi a nossa pressa. Nunca temos tempo pra Deus! Ele morreu na cruz por nós, pelos nossos pecados, pelos nossos erros e nós humanos, pequenos e miseráveis que somos muitas vezes não conseguimos dar nem as migalhas, pois não temos tempo. Percebo também que a sociedade consumista, egoísta e pobre de espírito não tem tempo pra mais nada. As pessoas hoje em dia andam como se fosse o último minuto de suas vidas, não dão mais valor à família, ao irmão, aos colegas de trabalho (que hoje não se pode mais ter relação de trabalho, pois quando não é assédio, é concorrência), aos necessitados e por ai vai a lista dos esquecidos por cada um de nós. Será que quando colocamos a cabeça em nosso travesseiro lembramos ao menos daquele que nos deu a vida? Aquele o qual jamais se esqueceria de preparar nosso caminho, nosso alimento, nosso viver, nossa família.
Ontem, mesmo em meio a tristeza daquela família que luta pela vida, pude perceber a ação de Nosso Senhor Jesus Cristo! Deus está agindo naquela casa de uma forma especial.
O Guilherme tem 8 anos e está com câncer no sistema linfático e desde Julho/2010 está internado e tem oscilações em sua saúde, já foi por muitas vezes desenganado pelos médicos, mas o Gui tem sido nossa força, pois mesmo com toda debilitação, ele tem nos ensinado a intimidade com Deus, o poder da oração, a fé, a força que devemos ter na vida. Ele tem sido instrumento de Deus, servo fiel. E foi através da enfermidade do Gui que sua família se uniu em oração e aprendeu que nossa instantaneidade não nos leva a lugar algum, pois na pressa caminhamos sem Deus! O quanto é difícil dedicarmos 1 minuto pra Deus, mas como é fácil sentarmos enfrente ao inferno que é a televisão e perdermos horas assistindo qualquer besteira que estiver ali. O quanto é difícil dedicarmos meia horinha de nosso dia e rezarmos o santo terço, um mistério que seja, como é difícil! Como é difícil ao amanhecer consagrarmos o nosso dia ao Espírito Santo, pedindo forças, discernimento. Difícil pedir em menos de 30 segundos que Nossa Senhora passe a frente de tudo o que for me acontecer ao longo do dia. Como é difícil pedir que Deus seja o Senhor de nossas vidas! É difícil, pois nunca temos 1 minuto! Certa vez um pregador no grupo de oração nos pediu que fizéssemos essa experiência de dedicar 1 minuto pra Deus, em silêncio, em total intimidade. O minuto se torna 1 hora, pois na nossa agitação, silenciar fica muito difícil. Falo por mim, que sou ansiosa demais, estou em constante agitação, balançando as pernas, pensando em mil coisas ao mesmo tempo e sei a dificuldade que encontro em dedicar-me mais a Deus, pois o MUITO que Ele faz por mim, não consigo corresponder, pois ainda me dou muito pouco. Que você possa revisar isso em sua vida, enquanto há tempo, pois essa família hoje vê que devemos todos os dias buscar o Deus da Cura e não a Cura de Deus. Devemos todos os dias estar em comunhão com Cristo Jesus. Devemos ser conduzidos pelo Espírito Santo, nos abandonar nos braços da mãe, que nunca desampara, sou prova disso! Nossa Senhora nunca deixou de me ouvir, nunca me negou seu abraço, seu carinho materno. Recorra a Deus todos os dias e nas situações mais difíceis renda-lhe LOUVORES e GLÓRIA, pois nada é para nosso mal, Deus é um Deus de amor e tudo concorre para nosso amadurecimento, fortalecimento espiritual e edificação. Só assim conseguiremos combater o bom combate de fé.

Paz e bem,

Aninha - Comunicação e Intercessão

Gui, nosso anjo.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

A grandeza da paciência

O que não podemos mudar, devemos aceitar


Os santos diziam que há dois tipos de martírio: o da morte pela espada; e o da morte pela paciência. A paciência é uma forma de martírio que vence todo sofrimento. Não há barreira espiritual que não caia pela força da paciência, a qual é fruto da fé, da humildade e do abandono da vida em Deus.

Foi pela paciência que a Igreja venceu todos os seus inimigos até hoje: o Império Romano, as heresias, as perseguições, o comunismo, o ateísmo, os pecados de seus filhos, entre outros.

Quando os nossos pecados e fraquezas nos assustam e nos desanimam é preciso ter paciência também conosco e aceitar a nossa dura realidade. Quando é difícil caminhar depressa, então, é preciso ter paciência e aceitar caminhar devagar. José e Maria salvaram o Menino Jesus das mãos de Herodes indo passo a passo até o Egito por um longo deserto de 500 km.

A paciência do cristão não é vazia nem significa imobilismo ou resignação mórbida; tampouco perda de tempo. Não. É a certeza de que tudo está nas mãos d’Aquele que tudo pode. "Um espírito paciente vale mais que um espírito orgulhoso. Não cedas prontamente ao espírito de irritação; é no coração dos insensatos que reside a irritação" (Ecle 7,8b-9).

O que não pudermos mudar em nós ou nos outros, deveremos aceitar com paciência, até que Deus disponha as coisas de outro modo. Ninguém perde por esperar!

Maria, nossa Mãe, é a mulher da paciência. Sempre soube esperar o desígnio de Deus se cumprir, sem se afobar, sem gritar, sem reclamar... A paciência é amiga do silêncio e da fé. É a paciência que nos levará para o céu!

"Meu filho, se entrares para o serviço de Deus (...) prepara a tua alma para a provação; humilha teu coração, espera com paciência (...) não te perturbes no tempo da infelicidade, sofre as demoras de Deus; dedica-te a Deus, espera com paciência" (Eclo 2,1-3).

"Aceita tudo o que te acontecer; na dor, permanece firme; na humilhação, tem paciência. Pois é pelo fogo que se experimentam o ouro e a prata, e os homens agradáveis a Deus, pelo cadinho da humilhação" (idem 4-6).

Muitas vezes, a vontade de Deus permite que as cruzes nos atinjam; curvemos a cabeça com humildade e paciência. Muitos estão prontos para fazer a vontade de Deus no "Tabor da transfiguração", mas poucos no "Calvário da crucificação". Sejamos como Nossa Senhora, que disse o "sim" no momento da Encarnação de Nosso Senhor Jesus Cristo, mas o manteve na Apresentação d'Ele, na fuga para o Egito, no Pretório, na perseguição ao Senhor, no caminho do Calvário e também aos pés da sua cruz.

Beijar, agradecidos, esta mão invisível que, muitas vezes, permite que sejamos feridos, agrada a Deus e nos atrai as bênçãos do Céu.

Para meditar: Ensinamentos dos Santos Doutores:

Santo Afonso: “Neste vale de lágrimas não pode ter a paz interior senão quem recebe e abraça com amor os sofrimentos, tendo em vista agradar a Deus”. Segundo ele “essa é a condição a que estamos reduzidos em conseqüência da corrupção do pecado”.

São João Crisóstomo: “É melhor sofrer do que fazer milagres, já que aquele que faz milagres se torna devedor de Deus, mas no sofrimento Deus se torna devedor do homem”.

Santo Agostinho: “Quando se ama não se sofre, e se sofre, ama-se o sofrimento”.

“O martírio não depende da pena, mas da causa ou fim pelo qual se morre. Podemos ter a glória do martírio, sem derramar o nosso sangue, com a simples aceitação heróica da vontade de Deus”.

São Francisco de Sales: “As cruzes que encontramos pelas ruas são excelentes, e que mais o são ainda – e tanto mais quanto mais importunas – as que se nos deparam em casa”.

Santa Teresa D’Ávila ensina: “Nada te perturbe; nada te espante. Tudo passa. Só Deus não muda; a paciência tudo alcança. Quem a Deus tem nada lhe falta: Só Deus Basta!”.

Felipe Aquino

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

O inimigo de Deus não quer que você reze!

Preste atenção: quando fazemos nossa oração ou estudo bíblico, anjos e santos se colocam em comunhão conosco por desejarem muito que se concretize o “assim na Terra como no Céu”. Mas nessa hora o mal entra em ação também. Ele não quer que você reze. Não quer que você entre em contato direto com Deus. É por isso que, muitas vezes, você se sente pesado e com dificuldade de se concentrar.


Se você não está no “mundo espiritual de Deus”, acaba sendo vítima fácil do “mundo sobrenatural do inimigo de Deus”, que também nos rodeia sem que possamos perceber. Não seja ingênuo! O maligno quer acabar com quem é de Cristo, com quem está repleto do Espírito Santo. Mas não é para você se esconder ou ficar com medo! Maria está com você; os anjos e os santos também. “Não temas!”

Deus abençoe você!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Deus é um pai que nos educa

Há ervas daninhas em nossa alma que podem matá-la
Deus é nosso Pai, mas não é paternalista, isto é, Ele nos corrige quando é necessário a fim de chegarmos à perfeição que deseja para nós. A Carta aos Hebreus explica isso muito bem:
"Filho meu, não desprezes a correção do Senhor. Não desa­nimes, quando repreendido por ele; pois o Senhor corrige a quem ama e castiga todo aquele que reconhece por seu filho (Pr 3,18)" (Hb 12, 5-6).
"Estais sendo provados para a vossa correção: e Deus que vos traia como filhos [...] se permanecêsseis sem a correção que é comum a todos, serieis bastardos e não filhos legítimos" (Hb 12,7-8).
Quer dizer, aos olhos da fé, as provações desta vida são usadas como parte da pedagogia paterna de Deus em relação a nós, Seus filhos. "Feliz o homem a quem ensinais, Senhor" (Sl 93,12). "Bem-aventurado o homem a quem Deus corrige!" (Jó 5,17).
E o apóstolo foi fundo nessa ques­tão: "Deus nos educa para o aproveitamento, a fim de nos co­municar a Sua santidade" (Hb 12,10).
Pelas provações, o Senhor quer fazer-nos santos. É por isso que a prova­ção é penosa para nós. Mas, disse o apóstolo: "É verdade que toda correção parece, de momento, antes motivo de pesar que de alegria. Mais tarde, porém, granjeia aos que por ela se exercitaram o melhor fruto de justiça e de paz" (Hb 12,11).
Esta é a recompensa da educação paterna de Deus: paz, justiça e santidade. E São Paulo nos alerta dizendo: "Tenho para mim que os sofri­mentos da presente vida não têm proporção alguma com a glória futura que nos deve ser manifestada" (Rm 8,18). Portanto, não nos assustemos com o sofrimento de cada dia. É por isso que Jesus nos disse: "Tome cada dia a sua cruz, e siga-me" (Lc 9,23).
Há "ervas daninhas" em nossa alma que podem matá-la. Deus Pai não pode permitir isso, muitas vezes, Ele tem até de "cortar um galho da árvore" para não permitir que a "erva má" tome conta da "planta" e a mate. O Senhor faz isso conosco também, porque nos ama. Ou será que você que é pai e mãe nunca levou um filhinho para tomar uma dolorosa injeção? Você duvida que o fez por amor? A mesmíssima coisa o Todo-poderoso faz conosco; algumas vezes, Ele nos leva para tomar uma dolorosa e curativa “injeção”.
Não reclame, agradeça, porque você não é mais criança! Diga como Santo Agostinho: "Corta Médico divino, corta fundo, desde que minha alma não morra!"
O Criador nos ama e por isso nos educa por meio das provações da vida, as quais, segundo São Tiago, produzem em nós "uma obra perfeita" (cf. Tg 1,4). Assim o Senhor destrói em nós os ídolos que querem tomar o Seu lugar em nosso coração, o qual pertence a Ele. Ele age dessa forma conosco porque somos filhos legítimos d'Ele e não bastardos.
Quanto mais temporais e tempestades o carvalho enfrenta, tanto mais forte ele fica! Suas raízes naturalmente se aprofundam mais na terra e seu caule se torna mais robusto, sendo impossível uma tempestade arrancá-lo do solo ou derrubá-lo!
O padre Leonel França diz que "quem se decidiu a sofrer resolveu o problema de sua santificação". Para nos educar e quebrar em nós os ídolos falsos e os maus impulsos, o Todo-poderoso sabe usar as prova­ções da vida. Depois que o pecado entrou no mundo, os sofrimentos desta vida fazem parte da pedagogia paterna de Deus para nos salvar.
O salmista entendia isso: "Feliz o homem a quem ensinais, Senhor" (Sl 93,12a). Muitas vezes, o Senhor entra em uma vida por meio de um reumatismo, de uma cegueira, de uma pneumonia, um câncer, uma perna amputada... Nada disso é bom e deve ser evitado, mas Deus Pai sabe usar desses males para o nosso bem.
Musset afirma que "o homem é o aprendiz; a dor, o mestre, e nada se conhece bem quando não se sofreu".
Felipe Aquino - Canção Nova

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Em tudo dai graças!

Esta semana, li no blog da Luzia Santiago, comunidade Canção Nova, sobre darmos graças mesmo nas adversidades, praticarmos este exercício em nossa vida. Aliás, tenho ouvido muito sobre isso! Na semana passada no grupo de oração Nossa Senhora do Cenáculo, o Anderson (coordenador do grupo), nos pedia que fossemos glorificando a Deus por tudo de errado que estava em nossa vida: “Obrigada Senhor pelo pai embriagado, pelo divórcio de meus pais, pela morte de um irmão, pelo familiar nas drogas, pela falta de emprego, pelo câncer ...” fomos agradecendo pelas situações mais adversas e impossíveis, aos olhos humanos, de serem glorificadas. Pude perceber que conforme eu ia louvando por aquelas situações, um grande alivio vinha ao meu coração, quando abri meus olhos, vi que as pessoas ao meu lado louvavam a Deus, maravilhadas, algumas choravam e sorriam ao mesmo tempo, estavam dando graças por suas quedas, pois na verdade são através delas que chegamos mais perto de Deus. Às vezes, não nos damos conta do quanto reclamamos de nossa vida. Claro, muitas vezes é difícil ver a esperança, é difícil louvar na dor da morte, na dor de uma enfermidade, de uma traição. Mas onde está a nossa fé? Quem é o nosso Deus? Quem é nosso bem maior? Disse Jesus à Pedro: “Homem de pouca fé, por que duvidaste?” (Mt 14, 31). Por que insistimos em duvidar dos planos de Deus? Ou alguém lhe disse que seria fácil seguir a Jesus Cristo? “Aquele que tentar salvar a sua vida, perdê-la-á. Aquele que a perder, por minha causa, reencontrá-la-á.” (Mt 10, 39). É promessa de Deus para nós! Não nos deixemos abater por coisa alguma! Em tudo daí graças, ainda que as possibilidades pareçam ter se esgotado, rendei louvores ao Senhor. Peça hoje a Ele um novo ânimo. Louve a Deus por tudo o que lhe acontecer. Eu sou prova disso, dias atrás ACORDEI com dor de cabeça e desde o momento em que abri os olhos e me dei conta dela, comecei a louvar a Deus por aquela dor, aquela cabeça, pela minha saúde, pelo dia maravilhoso que Ele havia me preparado e antes mesmo do meio dia, eu já não tinha mais dores.

Jesus, eu confio em vós.

Aninha

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Solenidade de Nossa Senhora do Carmo


Pelo ano de 1222, dois cruzados ingleses levaram para a Inglaterra, alguns Carmelitas que habitavam o Monte Carmelo. Um homem penitente, austero, logo se uniu a eles. Era Simão Stock. Consta que tivesse ele recebido um aviso de Nossa Senhora que viriam da Palestina Monges devotos de Maria e que deveria unir-se a eles. Vieram depois tantos Carmelitas para a Europa que foi preciso nomear um Superior Geral para os mesmos. Em 1245, foi ele eleito para desempenhar este cargo. Encontrou ele dificuldades quase insuperáveis. Mandou que os Carmelitas estudassem: isto gerou uma discórdia interna, pois não queriam os mais velhos que contemplativos estudassem. O clero secular revoltou-se contra eles e pediu a Roma sua supressão. Diante de tanta oposição, Simão Stock, com seus 90 anos, retirou-se para o mosteiro de Cambridge, no Ducado de Kent, e pedia a proteção de Maria. Orava ele em sua cela, quando viu um clarão, na noite de 16 de julho de 1251. Rodeada de anjos, Maria Santíssima entregou-lhe o Escapulário, dizendo-lhe: "Recebe, filho queridissimo, este Escapulário de tua Ordem: isto será para ti e todos os Carmelitas um privilégio. Quem morrer revestido dele não sofrerá o fogo eterno".

Desde aquele 16 de julho de 1251, Nossa Senhora do Carmo jamais deixou de amparar seus devotos, revestidos do Escapulário.

Passaram sete séculos, Milhões de cristãos, trouxeram o Escapulário de Maria.

É verdade que aqui e acolá surgem vozes, negando a aparição e, por consequência, a devoção devida a Maria.

O maior inimigo do Escapulário do Carmo foi o Anglicano Launoy, dizendo que é uma lenda. O livro de Launoy foi colocado no Índice dos Livros Proibidos. O papa Bento XIV, um dos mais sábios teólogos de todos os tempos, não se limitou apenas a condenar Launoy, mas disse claramente que só um desprezador da Religião podia negar a autenticidade da Visão do Escapulário. Apesar disto, o livro de Launoy continuou a ser citado e as dúvidas persistiram. Foi devido aos ataques que se fez um estudo mais apurado e se descobriu o livro, denominado "Viridarium", escrito em 1398 por Frei João Grossi, Superior Geral dos Carmelitas. Era um homem santo e letrado, célebre na Igreja pela atividade exercida para terminar com o Grande Cisma do Ocidente. Consultou os companheiros que conviveram com S. Simão Stock. Apresenta ele um Catálogo dos santos Carmelitas, dizendo que o nono é S. Simão Stock, o sexto superior geral da Ordem. Descreveu como aconteceu a aparição, a 16 de julho de 1251. Contou que São Simão Stock morreu em Bordeus, na França, quando visitava a Província de Vascônia em 1261.

Infelizmente, a biblioteca de Bordeus foi queimada um século depois da aparição de Nossa Senhora do Carmo, por funcionários municipais, por causa de uma peste, com medo da propagação do contágio.

Henrique VIII, rei da Inglaterra, ao se separar de Roma e, ao fundar a Igreja anglicana, mandou arrasar as bibliotecas católicas.

Um carmelita contemporâneo de São Simão Stock, que vivia na Palestina, escreveu um livro intitulado: "De multiplicatione Religionis Carmelitarum per Provinciais Syriae et Europae; et de perditione Monasteriorum Terrae Sanctae". Nesta obra, contava as terríveis perseguições e dissenções que arruinavam a Ordem do Carmo, antes da aparição de Nossa Senhora . Opinava ele que eram fomentadas por Satanás. Declarava ele que a Santíssima Virgem apareceu ao Prior Geral, São Simão Stock e que, após a Visão de Nossa Senhora do Carmo, o Papa não só aprovara a Ordem, mas ordenara que se empregassem censuras eclesiásticas contra todo aquele que, daí em diante, fosse contra os Carmelitas. O Papa mandou cartas a todos os Arcebispos e Bispos, exortando-os a tratar com mais caridade e consideração os seus amados irmãos Carmelitas e permitissem a construção de mosteiros adequados.

Um ano depois da aparição de Nossa Senhora do Carmo, o Rei da França, Henrique III, em 1252, publicou diplomas de proteção real à Ordem recentemente transplantada para o seu reino.

Em 1262, um ano após a morte de São Simão Stock, o Papa Urbano IV concedeu privilégios aos membros que compunham a Confraria do Carmo. Ora o Papa só dá privilégios a associações bem constituídas.

Quinze anos depois da morte de S. Simão Stock, ocorrida em 1261, foi sepultado em Arezzo, a 10 de janeiro de 1276, o Papa Gregório X, que governou a Igreja, desde 1271. Consta que antes de ser Papa usava o Escapulário. Em 1830 quando foi exumado seu corpo para ser colocado num relicário de prata, foi encontrado intacto o Escapulário de Nossa Senhora do Carmo, de seda de carmezim, com precioso bordado a ouro, como convinha ao Papa. Encontra-se, hoje, no museu de Arezzo, como um dos tesouros. Este é o primeiro Escapulário pequeno conhecido na História.

Em 1820, numa Assembléia, em florença, Itália, os 40 Carmelitas reunidos falam do Escapulário, ocorrendo o mesmo, em julho de 1287, em Montpelier, França.

As constituições de 1324, 1357 e 1369 dizem que o Escapulário é o hábito especial da Ordem e que os Carmelitas devem usá-lo.

Diante disto, John Haffert diz: "Conclui-se, portanto, que a aparição da Santíssima Virgem a S. Simão Stock é, historicamente, ceríssima".

Uma vez demonstrada a historicidade da aparição de Nossa Senhora do Carmo, John Haffert analisa o cumprimento da Promessa de Maria, através dos sete séculos. Conta ele fatos e mais fatos ocorridos com o que, na vida, trouxeram o Escapulário de Nossa Senhora.

Artigo escrito por Dom Pedro Fedalto, Arcebispo de Curitiba para o Jornal Gazeta do Povo.