segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Ama teu próximo e compartilha o teu "milho"


Sabemos que devemos amar, porém, muitas vezes, não encontramos o caminho para começar a fazê-lo. Conhecemos o objetivo, no entanto, nem sempre está em nossas mãos a estratégia.

A resposta achamos no Novo Testamento:

Jesus disse: "Ama teu próximo"... É dizer, ao mais perto, o que está a seu alcance fazer por ele.

São Paulo, por sua parte, expressa: "Ama a todos, porém, especialmente os irmãos na fé" (Gal 6, 10).

São Pedro: quando o pescador de Cafarnaum teve êxito naquela pesca tão abundante, cujas redes quase se romperam, não capturou todos os peixes para si, mas compartilhou seu sucesso com seus companheiros que estavam do outro lado da orla. O milagre consistiu em que a barca dos outros também ficara repleta, sem que a de Pedro tivesse menos peixes.

Em uma ocasião, um jovem repórter perguntou a um fazendeiro na Argentina se ele poderia revelar o segredo do porquê, ano após ano, vencera o concurso nacional para o melhor produtor de milho. O lavrador, muito simples, confessou:

- "É que eu compartilho minhas sementes com os vizinhos".

- "Mas por que você compartilhar suas sementes com seus vizinhos, se eles também entram na mesma competição?", retrucou o repórter.

- "Veja, jovem, - disse o agricultor olhando para aqueles imensos campos – o vento que vai daqui para lá logo regressa de lá para cá e leva o pólem do milho maduro de um campo a outro. Se meus vizinhos cultivassem um milho de qualidade inferior, a polinização cruzada degradaria a qualidade do minha plantação [milho]. Se vou semear um bom milho, devo ajudar para que meus vizinhos também o façam".

O amor começa com as pessoas mais próximas a nós; é com elas que começamos a compartilhar "nossos milhos" para formar um tecido do corpo, onde se vive o Reino de Deus.

O Bom Samaritano não foi chamado para salvar todos os moribundos, apenas um foi encontrado na estrada (cf. Lucas 10, 33-35).

Aqueles que pretendem viver bem, devem apoiar aqueles que estão perto deles. E quem optar por ser feliz deve ajudar seus irmãos e amigos a encontrar a felicidade, porque a fortuna de cada um está hipotecada ao bem-estar daqueles que o cercam. Os países que querem progredir, devem incentivar os seus vizinhos a fazer o mesmo também.

Não é construindo cercas ou muros nas fronteiras que faremos progressos, mas compartilhando o "milho" da nossa alegria, paz e desenvolvimento com o mais próximo. Desta forma, vamos crescer pessoalmente e juntos com mais força.

Senhor Jesus, Tu participaste Tua divindade conosco, para nos ensinar a viver como filhos de Deus. Ensina-nos a partilhar a nossa humanidade com os outros, nossos dons e talentos, o nosso material, espiritual e intelectual.

Eu quero aprender a compartilhar o "milho" do meu tempo, minha capacidade de ouvir, a minha solidariedade, e os segredos de meus sucessos e triunfos com aqueles mais próximos a mim. Não me deixe, Senhor, construir muros para defender-me, porque eles me afastam de meus irmãos, que são Seus filhos.

Que o vento impetuoso do Teu Espírito Santo leve, daqui para lá e de lá para cá, a riqueza do melhor de nós mesmos, começando com aqueles mais próximos a nós

José H Prado Flores Pregador internacional, fundador e diretor internacional das Escolas de Evangelização Santo André http://www.escoladeevangelizacao.com.br/

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

São Brás, São Brás, proteja esse bom rapaz!

São Brás, santo pontífice e mártir, que perseguido vos agradava a penitência do deserto, e com vossos milagres convertestes muitos pagãos, nós vos rogamos que nos livreis dos males da garganta e nos concedais a voz, para dar testemunho da fé com nossas palavras, e gozar algum dia do céu em vossa companhia. Amém.

Fonte: “Novenas para todas as necessidades”, Editora Artpress

O santo de hoje nasceu na cidade de Sebaste, Armênia, no final do século III. São Brás, primeiramente, foi médico, mas entrou numa crise, não profissional, pois era bom médico e prestava um ótimo serviço à sociedade. Mas nenhuma profissão, por melhor que seja, consegue ocupar aquele lugar que é somente de Deus. Então, providencialmente, porque ele ia se abrindo e buscando a Deus, foi evangelizado. Não se sabe se já era batizado ou pediu a graça do Santo Batismo, mas a sua vida sofreu uma guinada. Esta mudança não foi somente no âmbito da religião, sua busca por Nosso Senhor Jesus Cristo estava ligada ao seu profissional e muitas pessoas começaram a ser evangelizadas através da busca de santidade daquele médico.

Numa outra etapa de sua vida, ele discerniu que precisava se retirar. Para ele, o retiro era permanecer no Monte Argeu, na penitência, na oração, na intercessão para que muitos encontrassem a verdadeira felicidade como ele a encontrou em Cristo e na Igreja. Mas, na verdade, o Senhor o estava preparando, porque, ao falecer o bispo de Sebaste, o povo, conhecendo a fama do santo eremita, foi buscá-lo para ser pastor. Ele, que vivia naquela constante renúncia, aceitou ser ordenado padre e depois bispo; não por gosto dele, mas por obediência.

Sucessor dos apóstolos e fiel à Igreja, era um homem corajoso, de oração e pastor das almas, pois cuidava dos fiéis na sua totalidade. Evangelizava com o seu testemunho.

São Brás viveu num tempo em que a Igreja foi duramente perseguida pelo imperador do Oriente, Licínio, que era cunhado do imperador do Ocidente, Constantino. Por motivos políticos e por ódio, Licínio começou a perseguir os cristãos, porque sabia que Constantino era a favor do Cristianismo. O prefeito de Sebaste, dentro deste contexto e querendo agradar ao imperador, por saber da fama de santidade do bispo São Brás, enviou os soldados para o Monte Argeu, lugar que esse grande santo fez sua casa episcopal. Dali, ele governava a Igreja, embora não ficasse apenas naquele local.

São Brás foi preso e sofreu muitas chantagens para que renunciasse à fé. Mas por amor a Cristo e à Igreja, preferiu renunciar à própria vida. Em 316, foi degolado.

Conta a história que, ao se dirigir para o martírio, uma mãe apresentou-lhe uma criança de colo que estava morrendo engasgada por causa de uma espinha de peixe na garganta. Ele parou, olhou para o céu, orou e Nosso Senhor curou aquela criança.

Peçamos a intercessão do santo de hoje para que a nossa mente, a nossa garganta, o nosso coração, nossa vocação e a nossa profissão possam comunicar esse Deus, que é amor.

São Brás, rogai por nós!

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

TPM sim, e daí? (especial Marianas)


Muita gente acha que isso é manha de mulher

Identificar os sintomas é o primeiro passo para driblar os inconvenientes desse período. Um dia, você está feliz da vida e, de repente, uma besteirinha a leva a um colapso de nervos. Em seguida, uma fúria intensa... que só passa quando alguém conta um caso bobinho, e sem mais nem menos, você se desmancha em lágrimas, dignas do Oscar. O cabelo está terrível, parecendo palha, indomável... a pele, então, fica como de uma adolescente de novo, com várias espinhas, ou dá aquela manchadinha básica, sem contar que a calça que você vestia ontem parece que encolheu e custa para ser abotoada. Essa é a realidade mensal de boa parte das mulheres que sofrem de tensão pré-mestrual, mais conhecida como TPM, que provoca variadas modificações no organismo feminino e pode causar muitos transtornos se não tomarmos os devidos cuidados.

Muita gente acha que isso é manha de mulher, que é fingimento, porém, a literatura científica já comprovou que é fato: antes da menstruação, há alterações físicas, psíquicas e sociais que comprometem os relacionamentos e afetam a produtividade da mulher em sua família, escola e trabalho.

E você pode estar se perguntando o que esse tema está fazendo nesta coluna da Canção Nova. Bem, eu respondo: muitas mulheres se martirizam e se culpam por sentirem os sintomas da TPM e não se permitem ser humanas, ou então, ignoram os sintomas como se eles não existissem – e muitas vezes, não compreendem por que tomaram esta ou aquela decisão com tanta raiva, ou por que gritaram com aquela pessoa, ou ainda, por que estão chorando em pleno horário de trabalho. Admitamos, somos mulheres, temos a nossa biologia, e não adianta fingir que nada está acontecendo. É preciso monitorar o nosso ciclo menstrual para estarmos atentas a esses sintomas e minimizá-los. Afinal, "como é bom, como é agradável para irmãos unidos viverem juntos" (Sal 132, 1). E uma alteração biológica natural não deve ter o poder de desarmonizar a nossa convivência com os outros.

A tensão pré-menstrual aparece uma semana antes da menstruação, mas o ápice dela acontece um ou dois dias antes do primeiro dia do ciclo. Os sintomas nem sempre são os mesmos e a intensidade deles também varia, por isso toda mulher deve conhecer seu ciclo e marcar os prováveis dias de TPM no calendário. Assim, você tenta driblar as situações de estresse nesses dias, bem como se programa para tomar decisões fora desse período. E não é vergonha nenhuma você avisar às pessoas que não está no seu melhor dia. Afinal, ninguém é obrigado a adivinhar que não poderá brincar com você nesse período, porque estará uma pilha de nervos; e no seu trabalho, por exemplo, ficar chorando pelos cantos pode danificar a sua imagem; além do mais, uma decisão impensada pode render muita confusão depois. Lembre: não é possível que o mundo pare até que a sua TPM passe.

E os nossos companheiros na criação de Deus, os homens, precisam ser alertados sobre isso também. A rapaziada precisa ter paciência redobrada com suas esposas, noivas, namoradas, mães, filhas, irmãs e amigas nesse período. Deus nos fez como uma "ajuda adequada" a eles, então será bem bacana se compreenderem que, em alguns momentos, precisam se adequar às nossas limitações para uma boa convivência (cf. Gn 2, 7-18ss).

Ah, e cabe lembrar também que a TPM não é totalmente ruim, pois em algumas mulheres esse período traz novidades bacanas, como ideias mais criativas, melhor desempenho no trabalho, mais sensação de bem-estar. Enfim, independentemente dos sintomas, é importante que você conheça seu corpo para não ficar refém de suas alterações, de forma a viver em sociedade de forma sadia e feliz.

Mariella Silva de Oliveira
Mariella é jornalista, professora universitária e consultora no Ministério da Saúde.
Atuante na Renovação Carismática Católica há 12 anos, 10 deles no Ministério
Universidades Renovadas.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

A força que vem de Deus

“Não vos sobreveio tentação alguma que ultrapassasse as forças humanas. Deus é fiel: não permitirá que sejais tentados além das vossas forças, mas com a tentação ele vos dará os meios de suportá-las e sairdes delas” (1 Cor 10, 13).

Nesse momento em que tantas pessoas estão enfrentando o luto, a dor e a privação de tudo em virtude dos desastres naturais, lembrei-me de duas profecias que recebemos do Senhor. Como a profecia também é comunicação de Deus para nós, ela carrega em si uma força que cria novas realidades nas nossas vidas. Espero que essas profecias venham como a força da ressurreição, com força devida nova sobre todos os que sofrem.

“Quando te resgatei o teu resgate foi completo e a minha graça sobre ti também foi completa, plena, para te dar forças e te revestir do meu Espírito, para poderes cumprir plenamente com o teu SIM, como quando revesti Maria com o meu Espírito. Quero que creias no meu amor profundo por ti, na minha eleição e escolha.”

“Quero que sejas profeta da esperança e da bênção. Não te desespera, não deixa o desânimo tomar conta de ti, tira os olhos das dificuldades e coloca-os em mim. Farei com a tua casa como fiz na casa da viúva de Sarepta (cf. 1Reis 17, 7-16). Retirarás todos os dias da minha provisão e da minha multiplicação o necessário para o pão de cada dia. Nunca faltará provisão para o alimento, para o amor, a paciência, a alegria, o perdão, a coragem , seja o que for que estiveres precisando. Retira da fonte de subsistência que sou Eu. É só pedires e nada te faltará.Pede,porém, e profetisa no começo como será o fim. Profetisa tendo como perspectiva o meu amor poderoso que tudo vence, tudo resgata, tudo restaura.”

Nessas profecias, o Senhor está nos pedindo para confiarmos no seu amor nunca nos abandona, para confiarmos na sua providência e darmos testemunho de nossa fé nele, sendo profetas da esperança dentro das nossas casas e para todos os que estão ao nosso redor. Acreditemos também na Palavra de Deus que nos diz que teremos força para enfrentar tudo o que for necessário. Lembremos que a consolação do Espírito Santo é a força plena e completa do amor de Deus operando em nossas vidas.

Maria Beatriz Spier Vargas - Secretária-geral do Conselho Nacional da RCCBRASIL

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Nada Te Perturbe


Quer conhecer um roteiro infalível para seu dia a dia? Leia com atenção:
Nada te perturbe, nada te espante, tudo passa! Só Deus não muda. A paciência, por fim, tudo alcança. Quem a Deus tem, nada lhe falta, pois só Deus basta.
Escrito há 500 anos, essa poesia de Santa Teresa de Jesus continua a ensinar o essencial: Só Deus basta! Mas, o que isso significa concretamente?
Vivemos sobressaltados, preocupados. Inquietos, passamos o dia tentando resolver mil coisas. Ansiosos, não conseguimos dormir bem. Preocupados, acabamos por meter os pés pelas mãos no desejo de evitar que aconteça o que nós consideramos “o pior”. Estressados, acabamos por nos irritar contra tudo e todos. Gritamos no trânsito, gritamos em casa, desmoronamos de cansaço.
O problema está, entre outras coisas, em achar que sabemos o que é o “melhor” e “pior”para nós. Uma vez estabelecido o que consideramos nos convir ou não, tomamos as rédeas para determinar o que consideramos “melhor”. Ocorre que tudo, mas tudo mesmo, passa e o que ontem nos parecia “o melhor”, hoje é, visivelmente, “o pior”.
A raiz da inquietação, estresse, preocupação e ansiedade que aos poucos nos matam, contudo, reside além do fato de tudo passar, reside na fé.
Há a fé que acredita em Deus e reza, contrita, o “Creio em Deus Pai”. Acreditar desse jeito, afirma São Tiago, até os demônios crêem e tremem. Nós, até cremos, quanto a tremer...
Há aquela “fé” que pede a Deus o que acha “necessário”, “imprescindível”, “melhor” e fica ressentida com Deus se ele não atende seu pedido por mais que peça através de todos os meios – diga-se de passagem, nem sempre lícitos. É a fé infantil, diria, até, “birrenta”. Essa fé, “contrariada”, muda de igreja quando não é atendida, assim como criança birrenta põe cara feia e diz aos pais que não é mais filho deles.
Há a fé madura, que crê no Evangelho e na Igreja e vive seus ensinamentos, custe o que custar. É a fé dos santos.
Há a fé que confia em Deus e a ele se entrega inteiramente, tranquila, pois sabe que ele é Pai e sempre providencia o melhor para nós. E, para Deus, o melhor para nós é a santidade.
É essa fé madura e inteiramente confiante no amor de Deus que não se perturba com nada. Sabe ser fiel a Deus e ao Evangelho na penúria e na fartura, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença.
Essa fé madura e confiante que é amada por Deus, não se espanta com nada. Nada a escandaliza, ainda que seja grande tristeza. Seus olhos não estão aqui na terra, mas fixos no céu. Sabe que, aqui na terra, tudo passa, tudo muda. Sabe que tudo pode nos enganar e iludir. Sabe, sobretudo, que Só Deus é o mesmo sempre. Só Deus não muda. Só o amor de Deus é sempre o mesmo, pois ele é amor em ato. Essa fé não vive para a terra nem valoriza o que à terra pertence. Vive para o céu, usando as coisas da terra para alcançá-lo.
Por isso tem paciência. Não aquela paciência de autodomínio, nem aquela que rói as unhas e balança as pernas para controlar a impaciência interior. Trata-se, aqui, da paciência-esperança, a paciência-fé, a paciência-amor.
É aquela paciência que sabe que Deus está no comando. Sabe que ele pode tudo e tudo realiza por amor. Está certa de que, no tempo de Deus – e não no seu! – ele mesmo resolverá da melhor forma de todas, sempre visando nossa santificação e a do mundo. Sabe que, ainda que tudo esteja negro, verá a vitória de Deus e que essa vitória nem sempre é tal qual pensamos.
Fé, caridade, esperança, paciência, confiança. Quem a Deus tem, nada lhe falta. Corretíssimo. Mas, quem é mesmo que “tem Deus”. Todos. Porém, Santa Teresa fala aqui daquele que conhece Deus não por palavras e teorias, mas pela oração e pelo amor. Em uma palavra, pelo relacionamento pessoal, relacionamento de amizade. Este, que ora com a Palavra, que tem a Deus como o centro de sua vida, que procura amá-lo em tudo, a este, nada lhe falta. Dele cuida o Pai muito melhor do que as aves do céu e os lírios dos campos, pois ele vale muito mais aos seus olhos.
Nada te perturbe, homem de pouca fé! Nada te espante, mulher de pouca esperança! Tudo, mas tudo, mesmo, passa, exceto Deus. Fica, então, com o Único que é digno do teu amor e deixa-o cuidar de ti. Espera. Confia. Espera sempre, confia sempre. Quem tem a Deus, quem o conhece, quem confia nele, vive de forma diferente, vive de olho no céu e de coração no coração de Deus. Por isso, é tranqüilo e feliz.
Só Deus basta. Dedica-te a Ele. Deixa-te amar por ele. Ama-o. Nada, então, te perturbará.
Maria Emmir Oquendo Nogueira (Co – Fundadora Comunidade Shalom)

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Campanha Fraternidade 2011: "A criação geme em dores de parto"

Cartaz da Campanha da Fraternidade 2011 é escolhido

O cartaz da Campanha da Fraternidade 2011 já foi escolhido. Após um concurso promovido pelo Setor Comunicação Social da CNBB, que selecionou 57 cartazes, o Conselho Episcopal Pastoral da CNBB escolheu o cartaz que será um dos carros-chefes da próxima campanha.

A arte do cartaz foi idealizada por um grupo de seis estudantes do 5º período de publicidade da PUC de Campinas. Segundo um dos membros do grupo, Valdir Gomes Gameleira Júnior, a escolha de sua peça é importante devido a importância social que tem a Campanha da Fraternidade. "Do ponto de vista profissional, a escolha de nosso cartaz é importante porque acrescenta ao nosso portfolio", disse.

Esta não é a primeira vez que alunos da PUC-Campinas vencem o concurso. "A Campanha da Fraternidade gera bastante expectativa nos alunos de publicidade da PUC-Campinas, que já entram na faculdade sabendo que, no 5º período, a gente participa do concurso", explica o estudante. A PUC mantém a Agência de publicidade IGLOO Comunicação Criativa, que funciona como um laboratório para os alunos.

Participam do grupo vencedor os alunos Fernando Henrique Novais, João Gabriel Godoy G. Pinheiro, Fábio Pellicer Siqueira, Ana Carolina Angelotti, Luís Guilherme Valim e Valdir Gomes Gameleira Júnior.

A Campanha da Fraternidade 2011 tem como tema "Fraternidade e a vida no planeta" e lema "A criação geme em dores de parto".

Escolhida música do hino da Campanha da Fraternidade de 2011

A letra do hino da Campanha da Fraternidade de 2011 já havia sido escolhida através de concurso realizado, de setembro a dezembro de 2009. Agora foi escolhida a música. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) recebeu mais de 80 músicas e a escolha foi feita por uma equipe formada por profissionais da área liturgico-musical e homologada pelos bispos do Conselho Episcopal de Pastoral (Consep).

O assessor de músicas da CNBB, padre José Carlos Sala, ressalta a riqueza das composições e a grande diversidade musical, própria da realidade cultural de nosso país. "A letra do hino tem profunda fundamentação bíblica, é um convite à reflexão sobre as agressões à vida no planeta e um impulso maior ao cuidado da vida. Nossa mãe terra, Senhor, geme de dor noite e dia. Será de parto essa dor? Ou simplesmente agonia?! Vai depender só de nós!", destaca o assessor, citando um dos trechos do hino da CF 2011.

Desde 2006, por decisão dos bispos do Conselho Episcopal de Pastoral (Consep), o CD da Campanha da Fraternidade traz o hino e o repertório quaresmal correspondente a cada ano.

Segundo o padre Sala, o hino poder ser executado nas celebrações, a critério da equipe de celebração e de quem preside. "Por exemplo, em algum momento da homilia - o que facilitará a vinculação da liturgia da palavra com a vida (tema da CF) - ou nos ritos finais, no momento do envio".

A Campanha da Fraternidade 2011 tem como tema: Fraternidade e a vida no planeta, lema: "A criação geme em dores de parto." (Rm 8,22). A letra do hino foi composta pelo padre José Antônio de Oliveira, e a música é de Casimiro Nogueira. A CNBB agradece a todos aqueles que colocaram seus dos poéticos e musicais participando do concurso do Hino da CF 2011.

O hino passará agora pelo processo de gravação para no segundo semestre estar à disposição das comunidades.

Tema: "Fraternidade e a vida no planeta"
Lema "A criação geme em dores de parto".

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

O essencial é invisível aos olhos

Não fomos criados apenas para esta vida transitória e passageira

Você já percebeu que o mundo está dominado pelo consumismo, pela vaidade do corpo, pelo amor à vanglória e pela busca do prazer (hedonismo). O importante hoje é a "cultura do corpo", não mais a do espírito; e esta inversão pôs o homem de cabeça para baixo. Por isso ele está desnorteado, sem norte. As academias de ginástica, os salões de beleza e os consultórios dos cirurgiões plásticos se multiplicam a cada dia, mas os homens e as mulheres continuam infelizes. Falta-lhes algo invisível... A indústria de cosméticos é uma das que mais faturam em todo o mundo.

O valor maior da pessoa humana é o espírito, a alma criada à imagem do Criador; depois vem o corpo, a bela morada da alma. Se o corpo pesa sobre o espírito, este agoniza e o homem fica aniquilado, frustrado, vazio. Se você bater num tambor cheio d'água, ele não fará barulho; mas se você bater num tambor vazio, vai fazer um barulhão.

Os homens também são assim, fazem muito barulho quando estão vazios... Se a hierarquia de valores for invertida, a grandeza do homem fica comprometida. Quando você permite que as paixões do corpo sufoquem o espírito, não há mais homem ou uma mulher em você, mas uma "caricatura" de homem ou de mulher.

O homem do século XX dominou a matéria e a tecnologia, mas lamentavelmente está de cabeça para baixo. É por isso que vimos a matança de dez milhões de irmãos na Primeira Guerra Mundial, o extermínio de cinquenta milhões na Segunda e de mais de cem milhões de vítimas do comunismo na União Soviética e na China.

Além disso, jovem, saiba de uma realidade muito triste: neste século das maravilhas da tecnologia, não houve um dia sequer sem que houvesse, em algum lugar do planeta, uma guerra. Em nenhum dia deste século XX, que há pouco terminou, a humanidade conheceu cem por cento o gosto da paz!

Não é à toa, caro jovem, que a nossa geração é a que mais consome antidepressivos e remédios para dormir e necessita cada vez mais de psicólogos e psiquiatras. Não é mais o corpo que está doente; é a alma. E quando o espírito adoece, toda a pessoa fica enferma.

A cultura do corpo, da glória e do prazer deixa um vazio; porque o homem só pode se satisfazer com aquilo que está acima dele; não com o que está abaixo.

O prazer, sobretudo, se é imoral, passa e deixa sabor de morte; a alegria, por outro lado, que é a satisfação do espírito, deixa gosto de vida.

Se você se frustrar no nível biológico, porque tem algum defeito físico, pode sublimar essa frustração e ser feliz se realizando num nível mais alto, o da cultura, o do saber.

Se você não pode se realizar no nível racional, pode se realizar no nível espiritual, que é o mais elevado, numa relação íntima com Deus. Mas se você desprezar o nível espiritual, não poderá se realizar porque acima deste não há outro no qual você possa buscar a compensação.

O grande poeta francês Exupèry dizia que "o essencial é invisível aos olhos". A razão é simples: tudo que é visível e material passa e acaba; o invisível, o espiritual, fica para sempre.

Você sabe que os todos os seres criados voltam ao seu nada, voltam ao pó da terra. Por quê? Porque a força que os mantém vivos está em cada um, mas não lhes pertence. O poder de ser uma rosa está na rosa, mas não é dela. Quando você vê uma bela flor murchar é como se ela estivesse lhe dizendo: "A beleza estava em mim, mas não me pertencia; Deus a tinha me emprestado". Da mesma forma, o poder de ser um cavalo está no cavalo, mas não é dele. Se fosse dele, jamais ele morreria. Ele foi criado por Alguém que o mantém vivo. Assim como quando uma bela artista envelhece, e surgem as rugas, ela está dizendo que a beleza estava nela, mas não era propriedade dela.

Deus disse a Moisés: "Eu Sou Aquele que Sou! Yahweh!" Isso quer dizer: Somente Deus é a fonte da vida, e todos os seres dependem d'Ele para existir. Se você ficar cultivando apenas o seu belo corpo e se esquecer de sua alma, amanhã estará amargurado, pois, do mesmo jeito que a rosa murchou, o seu corpo também envelhecerá; e isso é para todos, de maneira inexorável.

Por outro lado, quanto mais você viver, tanto mais a alma poderá se tornar bela e jovem, tanto mais o espírito poderá se renovar.São Paulo expressou muito bem esta mensagem cristã:

"É por isso que não desfalecemos. Ainda que exteriormente se desconjunte nosso homem exterior, nosso interior renova-se de dia para dia [...] Porque não miramos as coisas que se veem, mas sim as que não se veem. Pois as coisas que se veem são temporais e as que não se veem são eternas" (II Cor 4, 16-17).

Jovem, você não foi criado apenas para esta vida transitória e passageira, na qual tudo fica velho e se acaba. Você foi feito para a eternidade; para uma vida que nunca acaba.

O jovem fogoso que foi Santo Agostinho, um dia, chegou a esta conclusão: "De que vale viver bem, se não posso viver sempre?"Para você viver sempre, vai precisar cultivar a sua alma, muito mais do que o seu corpo.

Uma pergunta intrigante: Se você conhecesse uma mulher que está grávida, e já tem 8 filhos, dos quais 3 são surdos, 2 são cegos, um é retardado mental, e ela tem sífilis, recomendaria que ela fizesse um aborto? Se sua resposta foi "sim", você teria impedido de nascer e viver o grande gênio da música, o compositor alemão Ludwig van BEETHOVEN (1770-1824).

Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com