segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

"E para você, quem sou eu?"

Jesus, sempre com Sua pedagogia espetacular, procurando entrar na nossa para que possamos entrar na d’Ele, resolve – passando por Cesareia de Felipe - fazer uma pergunta que não poderia ter um outro lugar mais propício para fazê-la.

Em Cesareia de Felipe existiam os mais pelos jardins, que contornavam um dos mais belos palácios da região; era exuberante o lugar, onde, vendo toda aquela opulência, não se tinha como não pensar em morar, em ter um lugar daquele para viver. Ao chegar diante deste lugar encantador, Jesus resolve puxar um assunto e perguntar: “Quem dizem os homens ser o Filho do homem?” Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias; outros ainda que é Jeremias ou algum dos profetas.” Então Jo Senhor lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Simão Pedro – o único – respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus Vivo.”

Impressionante, quando era para falar a respeito daquilo que os outros pensavam, todos deram sua resposta; todos sabiam acerca daquilo que passava na vida dos outros; é sempre assim: nos preocupamos mais com aquilo que passa na vida do outro do que aquilo que deveríamos cuidar e nos envolver . Todavia, quando Cristo lhes pergunta – não mais sobre os outros – mas sobre quem seja Ele, somente um teve a capacidade de responder: Simão Pedro, o qual, depois de uma experiência profunda com o Mestre, responde com clareza: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”. Aliás, quem cuida da sua vida sempre dará o que há de melhor para ela, ou seja, Deus, a Sua Palavra; quem não cuida da própria vida, consequentemente, sempre estará muito ocupado com a vida do outro; mas nunca para ajudar.

Simão Pedro responde com a alma, com o coração e não com a inteligência somente; só pode dar a resposta após uma experiência feita do amor de Deus. Por que Jesus escolhe aquele cenário? Escolhe para fazer cada discípulo se questionar acerca da motivação que faz com que caminhem nas passadas d’Ele; Jesus nunca prometeu nada para este mundo, mas para a eternidade: a vida eterna junto d’Ele. Aquele cenário questiona os discípulos; eles se perguntam se vale a pena continuar seguindo o Mestre, tendo que deixar tudo, inclusive o desejo de poder, de grandeza, de prazeres que este mundo propõe e oferece. Os discípulos – exceto Simão Pedro – não conseguem responder não por não conhecerem o Mestre, mas porque ainda estavam em dúvida quanto ao seguir Alguém que não lhes garantiria nada em troca para este mundo, mas para o Céu.

A resposta nunca conseguirá ser dada por nós a partir de um conhecimento e até mesmo de um querer puramente humano, mas poderá ser dada por aqueles que querem a Jesus e a Sua consequência: a cruz! Muitos de nós não conseguimos dar a resposta, pois estamos muito ocupados em buscar e querer a cura de Deus e não o Deus da cura; quem busca seguir o Deus da cura, dará a resposta; quem está atrás da cura de Deus – somente -, não conseguirá dar a resposta, pois Deus só se dá àqueles e àquelas que querem amá-Lo e não àqueles e àquelas que querem se amar n’Ele. Este tipo de “amor” é pobre, mesquinho, interesseiro, nojento!

As chaves para que possamos resolver os problemas em nossa vida serão dadas àqueles que resolverem buscar a Deus e Seu projeto de amor, o qual consequentemente passará pela cruz. Sem cruz não há ressurreição! Quem busca seguir Jesus em busca de uma vida regada de conforto, de ter, de prazer, sem nada de sacrifício e luta… este ser humano nunca conseguirá dar uma resposta à sua existência, fazendo-a valer a pena; dando sentido para ela. “Quem quiser vir após mim, tome a sua cruz e siga-me”. Jesus nunca prometeu que não teríamos luta e sofrimento; prometeu a vida eterna àqueles que conseguissem ir até o final.

“E para você: quem sou eu?” É Cristo quem pergunta e exige uma resposta!

Padre Pacheco
Comunidade Canção Nova

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Papa vai canonizar seis novos santos

O Papa Bento XVI vai canonizar seis beatos no dia 17 de outubro. Nesta manhã, Bento XVI realizou um Consistório Ordinário Público para as canonizações. A cerimônia aconteceu na sala no Consistório do Palácio Apostólico Vaticano, durante a celebração da Hora Sexta (parte da Liturgia das Horas que acontece ao meio-dia).

Os futuros santos são:

- o polonês Stanislaw Soltys Kazimierczyk (1433-1489), sacerdote dos Cônegos Regulares Lateranenses;

- o canadense André Alfred Bessette (1845-1937), religioso da Congregação da Santa Cruz;

- a australiana Mary Hellen Mackillop (1842-1909), virgem, fundadora da Congregação das Irmãs de São José do Sagrado Coração

- a monja italiana Giulia Salzano (1846-1929), virgem, fundadora da Congregação das Irmãs Catequistas do Sagrado Coração;

- a monja italiana Battista Camilla da Varano (1458-1524), virgem, da Orden de Santa Clara;

- a espanhola Cândida Maria de Jesus (Juana Josefa) Cipitria y Barriola, virgem, fundadora da Congregação das Filhas de Jesus.

Em seus quase cinco anos de Pontificado, Bento XVI proclamou 28 santos e quase 600 beatos, em sua maioria espanhóis. Até agora, o Papa celebrou sete cerimônias de Canonização, seis no Vaticano e a de Frei Gavão no Brasil, em maio de 2007.

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Convertamo-nos

Um dos fatores que compõem o tripé que sustenta o “corpo quaresmal” chama-se jejum; com essa prática encontram-se a oração e a caridade/esmola.

Muitas vezes, nos perguntamos: onde entra o fator de jejuarmos, ou seja, por que há a necessidade de jejuarmos? No Evangelho de hoje, Jesus – aparentemente – parece não dar muita importância para o jejum, quando os discípulos de João Batista o questionam acerca do não jejuar dos Seus seguidores – os discípulos. O Senhor é taxativo: não tem como jejuar estando o noivo presente; quando o noivo se ausentar, daí sim, jejuarão.

Precisamos entender que Deus não precisa da nossa abstinência, do nosso jejuar; o jejum pelo jejum não possui sentido se ele não vier assumido com outras realidades do motivo de nos propormos a jejuar. Quando jejuamos, o fator decisivo é a nossa autodisciplina; precisamos disciplinar nossos sentidos, nosso corpo, contra os apetites da carne, ou seja, das não vontades do espírito. Há uma luta da carne contra o espírito; o jejum fortalece o espírito para que a vontade de Deus aconteça e prevaleça em nós.

Isaías nos diz, na primeira leitura, que o verdadeiro jejum que agrada a Deus é aquele que nos conduz à mudança de vida; jejuar significa romper com todas aquelas realidade de morte e de escravidão que estão dentro de nós; jejuar é romper com aquelas realidades que fazem com que nós não sejamos canais da graça de Deus na vida das pessoas. Não adianta jejuar se continuamos querendo levar uma vida dupla, medíocre, hipócrita; o verdadeiro jejum é aquele que nos leva a uma mudança de vida. Este, sim, agrada verdadeiramente o Coração de Deus.

Quando jejuamos não nos propomos a passar por um teste de resistência; não temos que provar nada para ninguém! Jejuo porque preciso de conversão, que passa pelo fortalecimento da minha vontade em querer fazer a vontade de Deus em minha vida. Todavia, todo jejum deveria ser acompanhado de uma obra de misericórdia, ou seja, daquilo que me abstenho, proporciono-o para aquele que não tem nada.

O que significa: “Enquanto o noivo está, não se jejua”? Significa que enquanto Jesus está verdadeiramente sendo assumido em nossa vida, o espírito é quem rege a nossa vida; a vontade em nós é a vontade de Deus. Por sua vez, quando vamos nos afastando do Noivo, ou seja, de Jesus, em nossa vida, precisaremos retornar a partir de uma vivência de jejum, oração e caridade. Este é o sentido da Quaresma: tempo de conversão, de retomada, de proximidade com o Senhor para que Ele possa ressuscitar em nós e nós n’Ele.

Para isso, precisamos fazer uma pergunta muito importante – a partir desta Palavra para nós hoje -: Como se encontra o nosso guarda-roupa, por exemplo? Tertuliano – um Santo Padre da Igreja – afirma que aquilo que está em nosso guarda-roupa por mais de um mês sem que o tenhamos utilizado, está faltando no corpo de um necessitado e seremos responsabilizados por isso! O que podemos e vamos fazer para com aqueles mais necessitados, aqueles que mais necessitam? Este é o jejum que agrada a Deus, segundo Isaías: conversão (quebrar as cadeias injustas, desligar as amarras do jugo, tornar livres os que estão detidos, enfim, romper com todo tipo de sujeição) e obras de misericórdia (alimentar os famintos, dar de beber aos sedentos, vestir os nus, acolher os peregrinos, dar bons conselhos, educar os ignorantes, ter misericórdia dos pecadores, ter paciência com os que estão no erro, etc…).

A partir disso, para que haja uma comunhão por excelência entre mim (Igreja) e o Noivo (Cristo) só há uma alternativa: conversão (jejum) e ação (caridade/esmola). Caso contrário, há o distanciamento do Noivo. Aliás, Deus nunca se afasta de nós, pois se assim o quisesse, deixaríamos de existir imediatamente e Ele não pode negar-se a si mesmo; por isso nunca se afasta de nós. Na verdade, somos nós que nos afastamos do Altíssimo. Mas Deus, na Sua infinita misericórdia, quer se encontrar conosco neste tempo de conversão e retomada. Convertamo-nos!

Padre Pacheco
Comunidade Canção Nova

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

40 dias de reflexão

Vivemos no mundo, mas sem seguir suas orientações

Em um mundo dessacralizado, distante da prática religiosa, percebe-se a influência dos tempos litúrgicos. Embora deformados, o Natal, a Páscoa e outras festividades têm ressonância no ambiente humano. Ainda que seja débil sua repercussão na consciência dos indivíduos, devem ser utilizadas em favor dos objetivos de evangelização, que é levar aos homens a Mensagem de Cristo.
As semanas que antecedem as comemorações da Morte e Ressurreição do Salvador, denominadas “tempo quaresmal”, nos proporcionam ricos ensinamentos, farta e bela semeadura, capaz de, uma vez aproveitada, produzir abundantes frutos espirituais.
Recordam outra “quaresma”, os quarenta dias de Jesus no deserto, preparando-se para sua missão salvífica. Ensina-nos o evangelista Marcos (1, 12-13): “E logo o Espírito o impeliu para o deserto. E ele esteve no deserto quarenta dias, sendo tentado por Satanás e vivia entre as feras e os anjos o serviam”. E Lucas (4, 1-13) completa a descrição mostrando a vitória de Jesus sobre as tentações. Esse fato é revivido pela Igreja a cada ano e isso ocorre, entre outros motivos, pela sua própria natureza. Diz o Vaticano II em “Lumen Gentium” nº8: “A Igreja, reunindo em seu próprio seio os pecadores, ao mesmo tempo santa e sempre na necessidade de purificar-se, busca sem cessar a penitência e a renovação”. Queremos uma Igreja sem mancha nem rugas, embora composta de homens. Isso somente será possível através de uma verdadeira conversão. Exatamente é este o alvo do tempo litúrgico da quaresma.
São seis semanas de preparação para a Páscoa. Ela une profundamente cristãos e judeus. A mesma Sagrada Escritura serve de elemento constitutivo para uns e outros. A diferença é que nós celebramos o que já aconteceu – a vinda do Messias esperado – e vivemos na esperança da vida definitiva no paraíso; os israelitas, na expectativa do Salvador prometido ou o Reino de Deus.

Uma eficaz e condigna celebração da Páscoa se obtém, sobretudo, pela lembrança das exigências do Batismo, a frequência em ouvir a Palavra de Deus, a oração, o jejum e a esmola. A penitência é uma característica desta época. Lamentavelmente, hoje em dia, os cristãos, arrefecidos em sua Fé, esquecem-se desses compromissos.

O Concílio Ecumênico, na Constituição “Sacrosanctum Concilium”, adverte: “A penitência no tempo quaresmal não seja somente interna e individual, mas também externa e social” (nº110). São recomendados também “os exercícios espirituais, as liturgias penitenciais, as peregrinações em sinal de penitência, as privações voluntárias, como o jejum e a esmola, a partilha fraterna (obras caritativas e missionárias)” (Catecismo da Igreja Católica, nº1438).
Esse quadro nos indica o caminho da perfeição, que passa pela Cruz. E lembra o dever da santidade, que, para ser cumprido, exige o esforço. Em consequência, a ascese e a mortificação, fazem parte do plano de Deus a respeito de seus filhos.
O quinto mandamento da Igreja prescreve o jejum e a abstinência. Eles são um meio de dominar os instintos e adquirir a liberdade de coração. Estão presentes também no Código de Direito Canônico (cc 1249 a 1253). O primeiro começa: “Todos os fiéis, cada qual a seu modo, estão obrigados pela lei divina a fazer penitência”. E no seguinte: “Os dias e tempos penitenciais em toda a Igreja são todas as sextas-feiras do ano e o tempo da Quaresma”. No Brasil, a abstinência das sextas-feiras – exceto na Semana Santa – pode ser comutada por “outras formas de penitência, principalmente obras de caridade e exercícios de piedade”.
Este período do ano litúrgico coloca diante de nossos olhos, como imperativo da vida cristã, a conversão – através da penitência. Ora, nós respiramos uma atmosfera visceralmente contrária. Tudo em torno de nós sugere o prazer sem limites, isento de compromisso, um comportamento à margem das exigências oriundas das determinações do Evangelho. Essa maneira de ser penetrou os umbrais sagrados. Assim, pouco se fala do pecado, dos deveres que são substituídos por direitos sem barreiras, de um Cristo despojado de seus ensinamentos, que constrangem a sede ilimitada de liberdade sem peias.
Esta época litúrgica tem muita semelhança com o apelo dos profetas à conversão, e esta, a partir do coração. Tanto é assim que usamos os textos do Antigo Testamento na escuta da Palavra de Deus, dirigida a cada um dos fiéis em nossos dias.
O apelo de Pedro deve repercutir em nossos ouvidos: “Salvai-vos, dizia ele, dessa geração perversa” (Atos 2,40). Vivemos no mundo, mas sem seguir suas orientações. O cristão será sempre alguém que “rema contra a corrente”. Quando encontramos um pregador ou um agente pastoral que teme ensinar a mesma Doutrina de Jesus Cristo ou prefere amenizá-la para não afastar os fiéis, sabemos que não são verdadeiros pastores.
A Quaresma é um tempo propício à reflexão cristã, a uma conversão do coração, a uma prática de penitência, tão distanciada de uma mentalidade moderna à margem do Evangelho, mas que penetrou até nas fileiras dos seguidores de Cristo.
Vivendo os ensinamentos da Igreja neste tempo litúrgico, nos dispomos a receber as graças da Páscoa da Ressurreição.
Dom Eugênio Sales
Arcebispo Emérito do Rio de Janeiro

Fonte: Site da Arquidiocese do Rio de Janeiro

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Dj Adriano, estamos contigo


Queremos prestar aqui nossa homenagem ao nosso irmão Adriano, o qual conhecemos no ano passado. Este irmão hoje é um milagre de Deus. Irmão, estamos ao teu lado, intercendendo por ti e tua familia. Que Deus os abençoe.

Parabéns Juninho & Simone

Nossos aniversariantes de Dezembro/2009.
Felicidades à eles.

Feliz Ano Novo!

Deus é Amor!

Primeira leitura (1João 4,7-10)

Terça-Feira, 5 de Janeiro de 2010
Terça-feira depois da Epifania

Leitura da Primeira Carta de São João.

Caríssimos: 7amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece Deus. 8Quem não ama não chegou a conhecer Deus, pois Deus é amor. 9Foi assim que o amor de Deus se manifestou entre nós: Deus enviou o seu Filho único ao mundo, para que tenhamos vida por meio dele.10Nisto consiste o amor: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi ele que nos amou e enviou o seu Filho como vítima de reparação pelos nossos pecados.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.