quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Consagração a Nossa Senhora

Ó minha Senhora, ó minha Mãe, eu me ofereço todo a Vós, e em prova de minha devoção para convosco, eu vos consagro neste dia meus olhos, meus ouvidos, minha boca, meu coração e inteiramente todo o meu ser.E como assim sou vosso, ó incomparável Mãe, guardai-me e, defendei-me como coisa e propriedade vossa.
Amém.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

São Raimundo Nonato, rogai por nós.


Hoje, celebramos a vida do santo que se tornou modelo para todo vocacionado à santidade e ao resgate das almas. Por ter encontrado dificuldades para vir à luz, é invocado como patrono e protetor das parturientes e das parteiras (seu nome significa "não nascido" porque foi extraído vivo das entranhas da mãe já morta).

São Raimundo Nonato nasceu na Espanha, em Portel, na diocese de Solsona (próximo a Barcelona) no ano de 1200. Ainda menino, teve de guardar o gado e, durante seus anos de pastor, visitava constantemente uma ermida de São Nicolau, onde se venerava uma imagem de Nossa Senhora de quem era devotíssimo.

Conta-se que, durante as horas que passava aos pés de Maria, um anjo lhe guardava o rebanho.Desde jovem, Raimundo Nonato percebeu sua inclinação à vida religiosa. Seu pai buscou, sem êxito, impedi-lo de corresponder ao chamado vocacional.

Ao entrar para a Ordem de Nossa Senhora das Mercês, pôde receber do fundador: São Pedro Nolasco, o hábito. Assim, tornou-se exemplo de ardor na missão de resgatar das mãos dos mouros, os cristãos feito escravos.

Certa vez, São Raimundo conseguiu liderar uma missão que libertou 150 cristãos, porém, quando na Argélia acabaram-se os recursos para o salvamento daqueles que corriam o risco de perderem a vida e a fé, o Missionário e Sacerdote Raimundo, entregou-se no lugar de um dos cristãos. Na prisão, Raimundo pregava para os muçulmanos e cristãos, com tanta Unção que começou a convertê-los e desse modo sofreu muito, pois chegaram ao extremo de perfurarem os seus lábios com um ferro quente, fechando-os com um cadeado.

Foi mais tarde libertado da prisão e retornou à Espanha. São Raimundo Nonato, morreu em Cardona no ano de 1240 gravemente doente. Não aguentou atingir Roma onde o Papa Gregório IX queria São Raimundo como Cardeal e conselheiro. O seu corpo foi descansar na mesma ermida de São Nicolau em que orava nos seus anos de pastor.

São Raimundo Nonato, rogai por nós!
fonte: Canção Nova

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Meditando com Santo Agostinho

Sexta feira, 28 de agosto, comemoramos o dia de Santo Agostinho. Quem é Agostinho para nós? Uma imagem esculpida ou impressa? Um nome de paróquia ou colégio? “Alguém” de muito tempo atrás que é reverenciado como um grande pensador, mas cujas idéias conhecemos tão pouco? O que ele pode ter de semelhante comigo já que nos separam 1500 anos?

Imagino-me encontrando com ele na fila do cinema, no caixa do banco ou em alguma megastore de shopping. Após o papo furado em que reclamamos a lentidão do atendimento, a mudança de clima e os empates sucessivos do Flamengo no campeonato brasileiro nós começamos a partilhar as mais variadas observações sobre o nosso cotidiano. Tenho certeza de que se eu começasse a reclamar da falta de tempo, desanimado com as dificuldades da vida, o que ele diria?

Santo Agostinho -“Nossa vida é uma peregrinação e ninguém vence sem lutar. Se te reconheces como peregrino põe teu olhar no destino!”

Augusto - Sim, meu caro santo, concordo. Mas a vida está difícil demais. Como educar os nossos filhos nos dias de hoje? Tens algum conselho?

Santo Agostinho - “Educa o teu filho. Na medida do possível, com dignidade e liberdade. Educar é como Semear o trigo, cultivar a colheita, preocupar-se com o futuro enquanto amadurece e alegrar-se com o fruto ao qual se dedicou tanto trabalho.”

Augusto - Ah, meu amigo, torno a dizer-lhe: a vida nem sempre é fácil. Eu olho pra trás e vejo que já cometi tantos erros…

Santo Agostinho - “Aceita a tua imperfeição. É o primeiro passo para alcançares a perfeição.”
Augusto - Mas se eu tivesse feito diferente talvez hoje eu tivesse muito mais…

Santo Agostinho - “Não se perguntes quanto tens, mas o que tu és. Ama e fazes o que quiseres! Pouco importa quanto fazes o que importa é quanto amas!”

Augusto - Agora o amigo santo toca em um assunto muito querido e delicado: o Amor! Ah, o Amor! Eu amo tantas coisas, mas será que eu sei o que é o Amor?

Santo Agostinho - “Amar é bom e todo homem busca o Amor e só busca o que ama. Você é aquilo que ama, meu amigo, e o amor é uma chama inquieta. Não pode ficar parada. O amor não é como o dinheiro que se esgota com o uso. Quanto mais amamos mais cresce o amor. E a medida do amor é amar sem medida.”

Augusto - É, meu caro santo, hoje em dia valores assim estão se perdendo. É uma competição injusta e desonesta. Como já disse, meu caro amigo, os dias hoje são difíceis!

Santo Agostinho - “Frequentemente nos lamentamos: os tempos são difíceis, pesados e miseráveis…. Vivamos retamente e mudaremos os tempos. Os tempos não ferem a ninguém. Os feridos são os homens e esses mesmos são os que causam feridas. Mudemos, pois os homens e mudaremos os tempos!”

Augusto - Amigo, você daria um ótimo educador, um verdadeiro mestre!

Santo Agostinho - “Cada um dá do que tem e transpira do que bebe. Querendo ou não os mestres são modelos para seus alunos. Ensina você também com alegria, pois a tristeza seca a alma e rouba o frescor das palavras. Lembra que na escola do Senhor somos todos discípulos.”
Augusto - Chegaste a um ponto bem delicado: Deus. Eu acredito em Deus, mas às vezes me pergunto o que é ele? Quem é Deus? O que amo quando digo: amo a Deus?

Santo Agostinho - “O que é que eu amo quando amo a Deus? Deus é a Verdade por quem e em quem todas as verdades são verdadeiras. Deus é Bondade e Beleza de quem e em quem nasce tudo o que é bom e belo. É a Deus a quem nos impulsiona a nossa Fé, é a Ele que a Esperança nos aproxima e é Nele que o Amor nos une.”

Augusto - Me ganhaste, amigo! Tenho que reconheçer: não dá pra ser feliz sem crer em Deus!

Santo Agostinho “Eu diria que a Busca de Deus é a busca da felicidade. O encontro com Deus é a própria felicidade.”

Augusto - Ah, mas você parece um homem santo e eu sou só um pecador, tenho muitas “sujeiras” no meu coração.

Santo Agostinho - “Limpa teu coração. Faz dele uma casa para o Senhor. Deixa que Ele more em ti e tu morarás nele.”

Augusto - Realmente. Estou sem palavras, gostaria de ficar aqui conversando mais. Reconheço o quanto você é especial mas tenho muito o que fazer e suas palavras redobraram-me o ânimo na vida, aumentaram a minha esperança e fé.

Santo Agostinho - “Olha, amigo, a esperança de chegar é ânimo para caminhar, mas deixe-me dizer que sou só um homem, um entre tantos. Deus não conta as capacidades somente anotas as intenções.”
Despeço-me dele na minha imaginação. Parece-me que rezas. Não tenho coragem de perturbá-lo, apenas ouço as suas palavras e as guardo em meu coração:
“Senhor ensina-me o que tenho que ensinar. Ensina-me o que ainda tenho a aprender. Ensina-me a conhecer a tua vontade e a sabedoria para pô-la em prática. Tu me deste uma vocação chamando a fé. Eu te invoco, chamando, com esperança a tua porta. Aperfeiçoa em mim o que começaste sem mim”.
Santo Agostinho
Este texto foi extraido do blog: http://www.domproducoes.com.br/dom-blog/?p=448

Dia 28 de Agosto - Dia de Sto.Agostinho

Celebramos neste dia a memória do grande Bispo e Doutor da Igreja que nos enche de alegria, pois com a Graça de Deus tornou-se modelo de cristão para todos. Agostinho nasceu em Tagaste, no norte da África, em 354, filho de Patrício (convertido) e da cristã Santa Mônica, a qual rezou durante 33 anos para que o filho fosse de Deus.

Aconteceu que Agostinho era de grande capacidade intelectual, profundo, porém, preferiu saciar seu coração e procurar suas respostas existentes tanto nas paixões, como nas diversas correntes filosóficas, por isso tornou-se membro da seita dos maniqueus.

Com a morte do pai, Agostinho procurou se aprofundar nos estudos, principalmente na arte da retórica. Sendo assim, depois de passar em Roma, tornou-se professor em Milão, onde envolvido pela intercessão de Santa Mônica, acabou frequentando, por causa da oratória, os profundos e famosos Sermões de Santo Ambrósio.

Até que por meio da Palavra anunciada, a Verdade começou a mudar sua vida.O seu processo de conversão recebeu um "empurrão" quando, na luta contra os desejos da carne, acolheu o convite: "Toma e lê", e assim encontrou na Palavra de Deus (Romanos 13, 13ss) a força para a decisão por Jesus:"...revesti-vos do Senhor Jesus Cristo...não vos abandoneis às preocupações da carne para lhe satisfazerdes as concupiscências".

Santo Agostinho, que entrou no Céu com 76 anos de idade (no ano 430), converteu-se com 33 anos, quando foi catequizado e batizado por Santo Ambrósio. Depois de "perder" sua mãe, voltou para a África, onde fundou uma comunidade cristã ocupada na oração, estudo da Palavra e caridade. Isto, até ser ordenado Sacerdote e Bispo de Hipona, santo, sábio, apologista e fecundo filósofo e teólogo da Graça e da Verdade.

Santo Agostinho, rogai por nós!
Fonte: Canção Nova.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Café da manhã no Mc Donald's

Sou mãe de três crianças (14, 12 e 3 anos) e recentemente terminei minha faculdade.
A última aula que assisti foi de sociologia...
O professor dava as aulas de uma maneira inspiradora, de uma maneira que eu gostaria que todos os seres humanos também pudessem ser.
O último projeto do curso era simplesmente chamado "Sorrir"...
A classe foi orientada a sair e sorrir para três estranhos e documentar suas reações...
Sou uma pessoa bastante amigável e normalmente sorrio para todos e digo oi de qualquer forma. Então, achei que isto seria muito tranquilo para mim...
Após o trabalho ser passado para nós, fui com meu marido e o mais novo de meus filhos numa manhã fria de Março ao McDonald's. Foi apenas uma maneira de passarmos um tempo agradável com o nosso filho.
Estávamos esperando na fila para sermos atendidos, quando de repente todos a nosso redor começaram a ir para trás, e então o meu marido também fez o mesmo... Não me movi um centímetro... Um sentimento arrebatador de pânico tomou conta de mim, e me virei para ver a razão pela qual todos se afastaram...
Quando me virei, senti um cheiro muito forte de uma pessoa que não toma banho há muitos dias, e lá estava na fila dois pobres sem-teto.
Quando eu olhei ao pobre coitado, próximo a mim, ele estava "sorrindo"...
Seus olhos azuis estavam cheios da Luz de Deus, pois ele estava buscando apenas aceitação...
Ele disse, Bom dia!, enquanto contava as poucas moedas que ele tinha amealhado... O segundo homem tremia suas mãos, e ficou atrás de seu amigo...
Eu percebi que o segundo homem tinha problemas mentais e o senhor de olhos azuis era sua salvação..
Eu segurei minhas lágrimas, enquanto estava lá, parada, olhando para os dois...
A jovem mulher no balcão perguntou-os o que eles queriam...
Ele disse, "Café já está bom, por favor...", pois era tudo o que eles podiam comprar com as poucas moedas que possuiam... (Se eles quisessem apenas se sentar no restaurante para se esquentar naquela fria manhã de março, deveriam comprar algo. Ele apenas queria se esquentar)...
Então eu realmente sucumbi àquele momento, quase abraçando o pequeno senhor de olhos azuis...
Foi aí que notei que todos os olhos no restaurante estavam sobre mim, julgando cada pequena ação minha...
Eu sorri e pedi à moça no balcão que me desse mais duas refeições de café da manhã em uma bandeja separada...
Então, olhei em volta e vi a mesa em que os dois homens se sentaram para descansar...
Coloquei a bandeja na mesa e coloquei minha mão sobre a mão do senhor de olhos azuis...
Ele olhou para mim, com lágrimas nos olhos e me disse, "Obrigado!!"
Eu me inclinei, acariciei sua mão e disse "Não fui eu quem fiz isto por você, Deus está aqui trabalhando através de mim para dar a você esperança!!"
Comecei a chorar enquanto me afastava deles para sentar com meu marido e meu filho... Quando eu me sentei, meu marido sorriu para mim e me disse,
"Esta é a razão pela qual Deus me deu você, querida, para que eu pudesse ter esperança!!"...
Seguramos nossas mãos por um momento, e sabíamos que pudemos dar aos outros hoje algo pois Deus nos tem dado muito.....
Nós não vamos muito à Igreja, porém acreditamos em Deus... Aquele dia, me foi mostrada a Luz do Doce Amor de Deus...
Retornei à aula na faculdade, na última noite de aula, com esta história em minhas mãos. Eu entreguei "meu projeto" ao professor e ele o leu... E então, ele me perguntou:
"Posso dividir isto com a classe?" Eu consenti enquanto ele chamava a atenção da classe para o assunto...
Ele começou a ler o projeto para a classe e aí percebi que como seres humanos e como partes de Deus nós dividimos esta necessidade de curarmos pessoas e de sermos curados...
Do meu jeito, eu consegui tocar algumas pessoas no McDonald's, meu filho e o professor, e cada alma que dividia a classe comigo na última noite que passei como estudante universitária... Eu me graduei com uma das maiores lições que certamente aprenderei:
ACEITAÇÃO INCONDICIONAL.
Autor Desconhecido.

A Castidade Liberta do Amor e do Egoísmo


Tanto o amor virginal como o amor conjugal que são, como diremos mais adiante, as duas formas pelas quais se realiza a vocação da pessoa ao amor, requerem para o seu desenvolvimento o empenho em viver a castidade, para cada um conforme ao próprio estado.

A sexualidade — como diz o Catecismo da Igreja Católica — “torna-se pessoal e verdadeiramente humana quando integrada na relação de pessoa a pessoa, no dom mútuo, por inteiro e temporalmente ilimitado, do homem e da mulher”.

É óbvio que o crescimento no amor, enquanto implica o dom sincero de si, é ajudado pela disciplina dos sentimentos, das paixões e dos afetos que nos faz chegar ao autodomínio.
Ninguém pode dar aquilo que não possui: se a pessoa não é senhora de si — por meio da virtude e, concretamente, da castidade — falta-lhe aquele autodomínio que a torna capaz de se dar. A castidade é a energia espiritual que liberta o amor do egoísmo e da agressividade. Na medida em que, no ser humano, a castidade enfraquece, nessa mesma medida o seu amor se torna progressivamente egoísta, isto é, a satisfação de um desejo de prazer e já não dom de si.

A castidade como dom de si

A castidade é a afirmação cheia de alegria de quem sabe viver o dom de si, livre de toda a escravidão egoísta. Isto supõe que a pessoa tenha aprendido a reparar nos outros, a relacionar-se com eles respeitando a sua dignidade na diversidade.

A pessoa casta não é centrada em si mesma, nem tem um relacionamento egoísta com as outras pessoas. A castidade torna harmônica a personalidade, fá-la amadurecer e enche-a de paz interior. Esta pureza de mente e de corpo ajuda a desenvolver o verdadeiro respeito de si mesmo e ao mesmo tempo torna capaz de respeitar os outros, porque faz ver neles pessoas dignas de veneração enquanto criadas à imagem de Deus e, pela graça, filhos de Deus, novas criaturas em Cristo que “vos chamou das trevas à sua luz admirável” (1 Ped 2, 9).

O domínio de si

“A castidade supõe uma aprendizagem do domínio de si, que é uma pedagogia da liberdade humana. A alternativa é clara: ou o homem comanda as suas paixões e alcança a paz, ou se deixa comandar por elas e torna-se infeliz”.
Todas as pessoas sabem, até por experiência, que a castidade exige que se evitem certos pensamentos, palavras e ações pecaminosas, como S. Paulo teve o cuidado de esclarecer e recordar. Por isso se requere uma capacidade e uma atitude de domínio de si que são sinal de liberdade interior, de responsabilidade para consigo mesmo e para com os outros e, ao mesmo tempo, testemunham uma consciência de fé; este domínio de si comporta tanto o evitar as ocasiões de provocação e de incentivo ao pecado, como o saber superar os impulsos instintivos da própria natureza.

Quando a família realiza uma obra de válido apoio educativo e encoraja o exercício de todas as virtudes, a educação para a castidade é facilitada e liberta de conflitos interiores, mesmo que em certos momentos os jovens possam observar situações de particular delicadeza.

Para alguns, que se encontram em ambientes onde se ofende e se deprecia a castidade, viver de modo casto pode exigir uma luta dura, às vezes heróica. De qualquer maneira, com a graça de Cristo, que brota do seu amor esponsal pela Igreja, todos podem viver castamente mesmo que se encontrem em ambientes pouco favoráveis.

O próprio fato de todos serem chamados à santidade, como recorda o Concílio Vaticano II, torna mais fácil de compreender que, tanto no celibato quanto no matrimônio, possam existir — e até, de fato acontecem a todos, de um modo ou de outro, por períodos mais breves ou de mais longa duração — situações em que são indispensáveis atos heróicos de virtude. Também a vida matrimonial implica, por isso, um caminho alegre e exigente de santidade.

Fonte: Vaticano

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Próximo domingo.

Formação de Discipulos
Próximo domingo 30/08 às 15h

"O compromisso assumido foi com o Cristo, portanto, esse encontro pertence a Ele. Jesus não aceita que olhemos para trás. Há um belo caminho a seguir, mas para isso precisamos ser OBEDIENTES a vontade de Deus."